O Banco Central decidiu vetar a transferência de controle do Letsbank, instituição ligada ao conglomerado Master, após identificar falhas na comprovação da origem lícita dos recursos e da capacidade econômico-financeira do comprador. A negativa envolveu a tentativa de venda do banco ao empresário Maurício Quadrado e foi tomada ainda em setembro, meses antes da liquidação extrajudicial do grupo.
Segundo documentos obtidos, a decisão do regulador se baseou nos critérios previstos na Resolução CMN nº 4.970, que estabelece as exigências para aprovação de transferências ou alterações de controle societário no sistema financeiro. Entre os pontos avaliados estão a idoneidade do comprador, a origem dos recursos utilizados na operação e a capacidade de sustentar financeiramente a instituição, de acordo com informações do “Valor Econômico“.
À época, o Banco Central do Brasil concluiu que os requisitos não haviam sido atendidos. A avaliação negativa impediu a concretização do negócio e manteve o Letsbank sob o guarda-chuva do grupo Master, que acabaria sendo liquidado em novembro de 2025.
Operação esbarrou no BC
Maurício Quadrado havia sido sócio do Banco Master até meados de 2024, quando vendeu sua participação para Daniel Vorcaro, então presidente da instituição. O acordo previa que Quadrado ficaria com o Letsbank, mas a operação esbarrou na negativa do Banco Central.
Em meio às tentativas de viabilizar a transação, o banco chegou a ter seu nome alterado para Bluebank. Após o veto do regulador, no entanto, a instituição voltou a usar a marca Letsbank. A indefinição societária e a deterioração do cenário financeiro do grupo contribuíram para o desfecho posterior.
Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Letsbank, junto com outras instituições do conglomerado Master. Atualmente, a administração do banco está sob responsabilidade da EFB Regimes Especiais.







