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StablecoinsCripto · EUA

Fiserv põe no ar stablecoin de banco estatal dos EUA

Primeiro caso é a Roughrider Coin, stablecoin em dólar do Bank of North Dakota, banco estatal; mais de 90 bancos e cooperativas do estado vão acessá-la pela Fiserv.

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· 3 min

fiserv
Piotr Swat / Shutterstock.com

A Fiserv, fornecedora global de tecnologia de pagamentos e serviços financeiros, informou nesta quinta-feira (1º) que sua plataforma de ativos digitais entrou em operação com instituições financeiras clientes. A estreia acontece com a Roughrider Coin, stablecoin lastreada em dólar do Bank of North Dakota, o banco estatal da Dakota do Norte, criada para agilizar transferências entre as instituições financeiras desse estado dos EUA.

Mais de 90 bancos e cooperativas de crédito da Dakota do Norte participam do arranjo, e a moeda é apresentada a eles como uma via mais eficiente para transações de banco para banco. O acesso será pelo Commercial Center, o internet banking corporativo que os clientes da Fiserv já usam nas transferências interbancárias convencionais.

Quem faz o quê na Roughrider Coin

Participante Papel
Fiserv Plataforma com emissão, reserva, custódia e liquidação
Bank of North Dakota Dono da stablecoin lastreada em dólar
VersaBank Emissor: cunhagem, queima, custódia e gestão das reservas
Fireblocks Infraestrutura de ativos digitais e tokenização
Solana Blockchain em que as transações são processadas
Bancos e cooperativas de crédito Mais de 90 participantes no estado, que vão acessar a moeda pelo Commercial Center

Papéis descritos no comunicado da Fiserv. Fonte: Finextra

Quatro empresas e uma blockchain na mesma moeda

O Bank of North Dakota roda a moeda sobre a infraestrutura da Fiserv, que cobre emissão, reserva, custódia e liquidação, e a distribui pelos fluxos bancários e de pagamento do estado. O VersaBank aparece como emissor e custodiante: cabe a ele cunhar e queimar os tokens e administrar os ativos que lastreiam a moeda. A Fireblocks entra com a infraestrutura de ativos digitais e a tokenização, e as operações correm na Solana.

“O lançamento da nossa plataforma de ativos digitais é um marco importante para a Fiserv e para as instituições financeiras que atendemos”, disse Sunil Sachdev, Head of Embedded Finance and Digital Assets da Fiserv.

Don Morgan, CEO do Bank of North Dakota, descreveu a Roughrider Coin como “uma nova ferramenta para movimentar dinheiro de forma mais eficiente pela rede interbancária da Dakota do Norte”, voltada aos bancos comunitários e cooperativas parceiros. Do lado do emissor, o tom é parecido: “Unir a escala da Fiserv às capacidades reguladas de ativos digitais do VersaBank dá ao setor uma base confiável para levar stablecoins aos sistemas bancários e de pagamento já estabelecidos”, afirmou David Taylor, fundador e presidente do VersaBank.

Do anúncio de 2025 à operação

Segundo a PYMNTS, a Fiserv apresentou a plataforma e uma stablecoin chamada FIUSD em junho de 2025, com a promessa de ajudar seus clientes entre bancos regionais e comunitários a adotar esse tipo de moeda. Em outubro de 2025, ainda de acordo com a PYMNTS, a empresa e o Bank of North Dakota anunciaram a parceria em torno da Roughrider Coin, com o plano de oferecê-la aos bancos e cooperativas do estado em 2026.

Na época do primeiro anúncio, o Let’s Money tratou da aposta da Fiserv em stablecoins.

Fora o caso do banco estatal, a Fiserv descreve a plataforma como voltada a instituições financeiras, empresas, marketplaces e fintechs. Os usos citados vão de cartões emitidos em stablecoin a pagamentos internacionais, comércio programável e automação de tesouraria, além de depósitos tokenizados e contas em moedas globais, entre elas contas em dólar para instituições financeiras do mundo todo.

Outras processadoras seguem na mesma trilha: a Euronet levará cartões em stablecoin a bancos, também com a Fireblocks como parceira.

O que observar

O primeiro caso fica restrito a uma rede interbancária estadual, acessada por um sistema de internet banking corporativo que os clientes do fornecedor já conhecem. Vale acompanhar quantos dos mais de 90 bancos e cooperativas participantes passam a movimentar recursos com a moeda no dia a dia, e se a plataforma ganha clientes fora desse arranjo, em frentes como cartões, pagamentos internacionais e tesouraria. Outra pergunta é como bancos comunitários vão pesar a escolha entre emitir stablecoin com parceiros e oferecer depósitos tokenizados, duas opções que o mesmo fornecedor de tecnologia passa a vender.

Fontes: Finextra • PYMNTS • Let’s Money: Fiserv aposta alto em stablecoins • Let’s Money: Processadora Euronet levará cartões em stablecoin a bancos

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