A ABcripto prepara manifesto com propostas para o Congresso e a Presidência da República sobre os próximos quatro anos de política do setor, num movimento para formalizar a presença do mercado cripto no debate eleitoral de 2026. A associação afirma que o Brasil já ocupa o 5º lugar no ranking global de criptoativos.
O que a ABcripto quer para os próximos 4 anos
| Eixo | Posição |
|---|---|
| Regulação | Segurança jurídica para empresas e consumidores |
| Supervisão | Proteção ao consumidor sem bloquear novos produtos |
| Inovação | Espaço para novas atividades, produtos e integrações |
| Transparência pública | Blockchain em registros governamentais |
Agenda da ABcripto para o debate eleitoral de 2026. Fonte: Valor Econômico
Por que o setor quer estar nas eleições
Júlia Rosin, diretora-presidente da ABcripto, apresentou o argumento econômico no evento de pré-lançamento do Blockchain Rio 2026, em São Paulo, nesta quinta-feira. O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de criptoativos, afirmou ela, com geração expressiva de empregos e de tributos. O setor, acrescentou, “paga duas vezes mais que o mercado tradicional”. “Não faz sentido que a gente não seja colocado na discussão como outros setores essenciais”, disse Rosin.
A associação tem acompanhado de perto o ciclo regulatório: o Banco Central publicou em 2025 as primeiras resoluções que estabelecem critérios de autorização e governança para prestadoras de serviços de ativos virtuais. O Let’s Money detalhou em novembro passado como a ABcripto conecta players e governo no desenvolvimento de regras, produtos e educação no mercado cripto. Com esse arcabouço em vigor, a pauta eleitoral mira o que ainda depende de decisão legislativa: escopo de novos produtos, proteção ao consumidor e limites de atuação.








