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Metrô de SP vai aceitar cartão de crédito em todas as catracas

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Shutterstock

Todas as catracas do Metrô e da CPTM de São Paulo devem aceitar pagamento por aproximação (NFC) com cartões de crédito, débito, celulares e relógios inteligentes até o terceiro trimestre de 2026. Segundo Bruno Berezin, CEO da Autopass, a tecnologia já está instalada em todos os bloqueios da rede e a ativação depende apenas de autorização dos operadores.

Cronograma NFC no transporte de SP

Sistema Status atual Previsão 100%
CPTM 12+ estações ativas, aprovações concluídas Meio de 2026
Metrô (linhas 1 e 3) Em testes 3º trimestre de 2026
Tarifa R$ 5,40 (mesmo valor do bilhete regular)
Bandeiras aceitas Visa, Mastercard, Elo

Fonte: Exame

Hardware pronto, decisão pendente

“É uma questão só agora de virar uma chavinha. Eu não tenho que mexer na lógica do bloqueio”, disse Berezin à Exame. A CPTM já concluiu as aprovações internas, e a expectativa é que 100% dos bloqueios aceitem NFC até o meio do ano. No Metrô, o processo de aprovação ainda está em curso, com previsão de acompanhar o ritmo da CPTM.

A mudança coloca São Paulo no mesmo padrão de cidades como Nova York e Londres, onde o pagamento por aproximação no transporte já opera há anos. No Rio de Janeiro, o sistema já funciona em todas as estações do metrô e em 37 estações da Supervia. No ecossistema de pagamentos brasileiro, o Inter já lançou Pix por aproximação via NFC, sinalizando que a tecnologia contactless se expande para além dos cartões tradicionais.

Bilhetes de gratuidade seguem em modelo fechado

Berezin ressalvou que o sistema aberto não substituirá completamente os bilhetes de transporte. Descontos e gratuidades para estudantes e idosos exigem validações específicas e operam em lógica de “closed loop”, com cartões emitidos pelo governo. “Quando tiro de uma lógica fechada, começo a trazer um risco muito grande para o Estado e para o concessionário”, disse o CEO, referindo-se aos 4 a 5 milhões de usuários diários da rede.

O que observar

A expansão do NFC no transporte de SP representa um canal de distribuição relevante para Visa, Mastercard e Elo, que passam a capturar interchange em milhões de transações diárias de baixo ticket. Para emissores de cartão, transporte é caso de uso de alta frequência que reforça hábito de uso e justifica a manutenção do cartão na carteira digital. A coexistência com o modelo fechado (gratuidades) mostra que a transição para open loop no transporte será parcial: cartões bancários entram como opção adicional, não como substituto.

Vale acompanhar a taxa de adoção nos primeiros meses após a expansão completa e se o modelo abre espaço para integração com Pix por aproximação no futuro, o que criaria competição direta com os trilhos de cartão no ponto de uso mais democrático do país.

Fontes: ExameDiário do TransporteLet’s Money

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