A Apple ativou nesta terça-feira (22) o Tap to Pay no iPhone em mais oito mercados latino-americanos: Argentina, Colômbia e Peru, na América do Sul; Costa Rica, Guatemala, Honduras e Panamá, na América Central; e República Dominicana, no Caribe. Com o recurso, o lojista passa a cobrar por aproximação no próprio celular, sem maquininha, desde que use o app de uma plataforma de pagamento parceira.
Onde o iPhone passou a aceitar pagamento por aproximação
| País |
Plataformas com o recurso |
| Argentina |
Mercado Pago |
| Colômbia |
SumUp, Symbiotic |
| Costa Rica |
Geopagos, Symbiotic, Visa Acceptance Solutions |
| República Dominicana |
Azul, Visa Acceptance Solutions |
| Guatemala |
Geopagos, Symbiotic |
| Honduras |
Geopagos, Symbiotic |
| Panamá |
Geopagos, Symbiotic |
| Peru |
SumUp |
Lista de países e plataformas do comunicado da Apple. Fonte: Apple Newsroom
Como o celular faz o papel do terminal
O comerciante precisa de um iPhone Xs ou modelo mais novo, rodando a versão atual do iOS, e de um aplicativo compatível. Na hora de fechar a venda, o cliente encosta no aparelho do vendedor um cartão de débito ou crédito, o próprio iPhone, um Apple Watch ou outra carteira digital, e a transação corre por NFC. Pelo texto da Apple, não há equipamento extra a comprar.
A empresa cita American Express, Mastercard e Visa como exemplos de bandeiras aceitas. As notas de rodapé do comunicado trazem duas ressalvas: alguns cartões por aproximação podem ser recusados, e as transações podem ter limite de valor. Sobre dados, a companhia afirmou, em tradução livre, que “a Apple não armazena números de cartões de crédito nem informações sobre as transações no dispositivo ou nos servidores da Apple”. A exceção, também no rodapé, é o modo Guardar e Reenviar, em que números de cartão criptografados ficam temporariamente no iPhone.
Quem entrega o recurso em cada país
A Apple não vende o Tap to Pay diretamente ao lojista. Desenvolvedores e plataformas de cobrança embutem a função nos próprios apps de iOS, e é por eles que o comerciante chega ao recurso. Por isso a oferta varia bastante de um mercado para outro: na Argentina, só o Mercado Pago aparece na lista; no Peru, só a SumUp. Geopagos e Symbiotic dividem a cobertura de quatro países da América Central, enquanto a Visa Acceptance Solutions surge na Costa Rica e na República Dominicana, onde a Azul também oferece a função.
A presença da Visa como intermediária segue um caminho já aberto: o Let’s Money mostrou quando a Visa abriu um SDK para o Tap to Pay no iPhone dentro da sua plataforma de aceitação, voltado a processadores e desenvolvedores de software.
Entre os segmentos que podem adotar a ferramenta, o comunicado menciona transporte, varejo, comida, bebida, beleza e serviços profissionais. O MacMagazine classificou o recurso como “ideal para pequenos comerciantes que não contam com uma maquininha”.
O acesso ao chip de aproximação do iPhone também é tema de reguladores fora da região. Em junho de 2026, o Let’s Money noticiou que o Reino Unido estuda forçar a Apple a abrir o NFC para fintechs, proposta que ainda estava em fase de desenho.
O que observar
Em mercados onde uma única plataforma oferece a função, o alcance depende de quanto essa empresa vai empurrar o produto para a própria base de lojistas. Vale acompanhar se outros adquirentes e carteiras locais entram na lista nos próximos meses, e se os limites por transação citados no rodapé restringem o uso a vendas de ticket baixo.
A outra pergunta é de preço. O comunicado não trata de tarifas por venda, e dispensar o terminal resolve só uma parte da conta do lojista. O teste será ver se o comerciante de pequeno porte, que hoje não aceita cartão, encontra nesses apps um custo que torne a troca vantajosa.
Fontes: Apple Newsroom • MacMagazine • Let’s Money: Visa e Tap to Pay • Let’s Money: NFC no Reino Unido