Ser chamado de “startup de 217 anos” pode soar como provocação, mas é o mantra que guia o Banco do Brasil (BB) na sua estratégia de inovação. Instituição com raízes históricas, o banco vem investindo pesado em inteligência artificial para modernizar processos, apoiar decisões e manter relevância num mercado digital.
No painel do Rec’n’Play em Recife, executivos do banco destacaram que o uso de IA cresceu 130% nos últimos três anos e já alcança praticamente todas as suas 44 superintendências. A tecnologia atua desde a detecção de fraudes e lavagem até assistentes conversacionais e previsões para áreas como agro e sustentabilidade.
Um dos casos emblemáticos é o uso de dados geoespaciais para identificar regiões degradadas e ofertar crédito voltado à recuperação ambiental. Outro: o encarteiramento automático de clientes, que multiplicou por quatro a rentabilidade dos perfis com intervenção inteligente.
No âmbito operacional, agentes de IA reduziram substancialmente o tempo de processos manuais. André Valadares citou que tributação de ordens de câmbio, antes demorava 40 minutos; agora, menos de 10. No último ano, esses ganhos já acumularam mais de 30.000 horas de eficiência.








