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Earthshot Prize 2025Startups · Príncipe William

Startup brasileira vence prêmio global do príncipe William

A re.green foi a vencedora da categoria “Proteger e Restaurar a Natureza” do Earthshot Prize 2025, iniciativa global do Príncipe William

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· 2 min

Atualizado em

Thiago Picolo, CEO da re.green | Foto: Divulgação

A startup brasileira re.green, sediada no Rio de Janeiro, foi a vencedora da categoria “Proteger e Restaurar a Natureza” do Earthshot Prize 2025, iniciativa global do Príncipe William. A empresa receberá o valor de £ 1 milhão (aproximadamente R$ 7 milhões) para escalar suas soluções de restauração florestal com tecnologia avançada.

Desde sua fundação em 2021, a re.green desenvolve métodos que combinam inteligência artificial, drones, imagens de satélite e dados ecológicos e financeiros para identificar e restaurar áreas degradadas. A empresa já plantou mais de seis milhões de mudas, sendo 4,4 milhões apenas em 2024, e tem como meta atingir 65 milhões de mudas até 2032.

Como a tecnologia da startup re.green impulsiona impacto

O modelo da re.green opera por meio da identificação rápida, via IA e imagens de satélite, de terrenos com maior potencial de restauração. Após isso, são elaborados planos personalizados de recuperação com espécies nativas. Essa abordagem não só favorece a biodiversidade, mas também gera receitas por meio de créditos de carbono e madeira sustentável, tornando o ativo florestal financeiramente viável.

A vitória no Earthshot Prize coloca o Brasil e a startup em destaque no ecossistema global de soluções climáticas, especialmente em um momento de atenção renovada ao país na agenda ambiental internacional. A cerimônia, realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, também marca a primeira vez que o prêmio ocorre na América Latina, o que reforça o protagonismo brasileiro no tema.

Implicações para o setor ambiental e de fintechs verdes

O reconhecimento da re.green mostra que soluções que unem tecnologia, mercado e meio ambiente estão ganhando escala e visibilidade internacional. Para investidores, representa um sinal de que modelos de restauração florestal podem oferecer retorno sustentável e impacto socioambiental. Para o setor de tecnologia, reforça que IA aplicada de forma estratégica pode viabilizar ecossistemas inteiros de restauração e biodiversidade.

Além disso, essa vitória pode estimular outras startups focadas em “nature based solutions” a buscar recursos, parcerias e reconhecimento global, acelerando a transição para uma economia mais verde.

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