O Asaas pagou R$ 150 milhões pela Helena CRM, plataforma de vendas que opera dentro do WhatsApp com inteligência artificial. É a maior compra da história da fintech de Joinville e a segunda só em 2026. O movimento liga a conversa que gera a venda ao sistema que cobra e recebe, com a empresa mirando R$ 1 bilhão de receita no ano.
A maior aquisição da história do Asaas
| Indicador | Número |
|---|---|
| Valor da compra (Helena CRM) | R$ 150 milhões |
| Posição na história | 5ª aquisição, 2ª em 2026 |
| Meta de receita | R$ 1 bilhão em 2026 |
| Lucro líquido em 2025 | +234% |
| Integração total | prevista para o fim de 2029 |
Dados da aquisição da Helena CRM pelo Asaas. Fonte: Exame
Por que o Asaas fez a sua maior compra em um CRM de WhatsApp
O WhatsApp virou o balcão das pequenas empresas brasileiras: 89% dos consumidores falam com as marcas por ali e 67% apontam o atendimento personalizado como principal motivo para comprar pelo aplicativo, segundo o relatório WhatsApp Consumer Behavior. A Helena é um CRM conversacional construído para funcionar dentro do aplicativo, cobrindo atendimento, chatbot, automação e controle do funil, com integração a Instagram e Facebook. Tem mais de 500 parceiros de distribuição e o selo de Meta Certified Business Solution Provider, credencial concedida após auditorias técnicas para operar soluções oficiais no ecossistema da Meta.
A lógica é entrar mais cedo na vida do cliente e acelerar a adoção de IA entre as quase 300 mil PMEs que já usam a plataforma. Em vez de ser só a ferramenta que cobra no fim, o Asaas quer estar presente quando o negócio ainda tenta fechar a venda, colocando agentes de inteligência artificial para conduzir a conversa. O roadmap da Helena prevê atendimento por voz e uma camada de análise de dados com resumo de conversas, sugestão de próximas ações e lead scoring. “Com essa aquisição, vamos conectar diretamente as nossas soluções financeiras de pagamentos e cobranças, a uma camada de CRM agêntico autônomo, entrando cada vez mais cedo no principal processo dos pequenos negócios, que é a geração de demanda e receita”, afirmou Piero Contezini, presidente do conselho e cofundador da fintech.








