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IPOInternacional · BTG Pactual

Como o BTG Pactual conquistou vaga no IPO trilionário da SpaceX

Único banco de mercados emergentes no consórcio de 21 instituições, BTG usou relação Esteves-Musk e histórico em ECM para entrar no maior IPO da história.

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· 3 min

Atualizado em

Wirestock Creators / Shutterstock.com

O BTG Pactual conquistou uma das 21 vagas no consórcio de bancos do IPO da SpaceX, a operação que pode se tornar a maior abertura de capital da história, com captação estimada em US$ 75 bilhões e valuation de US$ 1,75 trilhão a US$ 2 trilhões. O banco é o único de mercados emergentes no consórcio, ao lado de Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan, Bank of America e Citigroup.

IPO SpaceX — Projeto Apex

Item Detalhe
Captação estimada ~US$ 75 bilhões
Valuation alvo US$ 1,75 tri a US$ 2 tri
Bancos líderes Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan, BofA, Citi
Total de bancos 21 (BTG único de mercados emergentes)
Roadshow Semana de 8 de junho
Varejo Até 30% da oferta (típico: 5-10%)

Estrutura do consórcio e timeline. Fontes: Brazil Journal, CNBC/Reuters

A estratégia do BTG para entrar no consórcio

Segundo o Brazil Journal, André Esteves e executivos do banco procuraram o C-Level da SpaceX a partir de uma relação prévia entre Esteves e Elon Musk, construída desde eventos internacionais e consolidada na visita de Musk ao Brasil em 2022. No fim de 2025, houve uma primeira reunião virtual com a equipe de equity capital markets do BTG, liderada por Guilherme Paes (IB) e Fabio Nazari (ECM).

O argumento central foi a capacidade de distribuição para investidores institucionais e de wealth na América Latina. Para sustentar a tese, o banco apresentou operações globais anteriores: a distribuição exclusiva de US$ 200 milhões no IPO de um fundo da Pershing Square na Euronext em 2014, IPOs da Cellnex Telecom e do correio italiano em 2015, e a participação atual no IPO da gestora de Bill Ackman. Como o Let’s Money reportou, o BTG é o único banco de fora do circuito EUA-Europa no consórcio.

Uma oferta sem precedentes para o varejo

A SpaceX planeja destinar até 30% das ações para investidores de varejo, contra o percentual típico de 5% a 10% em IPOs dessa magnitude. Musk também pretende realizar um evento para 1.500 investidores pessoas físicas, apostando que seus milhões de seguidores nas redes sociais são compradores em potencial. A Nasdaq alterou recentemente suas regras para permitir que empresas com valor de mercado elevado entrem no Nasdaq 100 após 15 dias de negociação, contra os três meses anteriores, o que gera demanda obrigatória de ETFs indexados ao índice.

Segundo o The Information, a SpaceX faturou US$ 16 bilhões e gerou free cash flow de US$ 2 bilhões no ano passado, impulsionada principalmente pela Starlink. Os recursos do IPO financiarão novos foguetes, data centers de IA no espaço, infraestrutura lunar e a queima de caixa da xAI, que se fundiu recentemente com a SpaceX.

O que observar

A inclusão de um banco latino-americano no maior IPO da história testa se a tese de distribuição regional é suficiente para garantir assento em consórcios globais de mega-ofertas. Se o modelo funcionar, abre precedente para que bancos de mercados emergentes disputem posições em operações trilionárias com base em acesso a bolsos de capital fora do eixo EUA-Europa. A alocação de 30% para o varejo também redefine a mecânica de IPOs de grande porte, e vale acompanhar se a demanda de pessoas físicas sustenta o valuation esticado ou se gera volatilidade nos primeiros dias de negociação.

Fontes: Brazil JournalCNBC/ReutersLet’s Money

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