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Inteligência ArtificialCrédito · Agentes de IA

ING usa IA agêntica para acelerar crédito imobiliário

ING usa um assistente de IA agêntica para analisar e acelerar pedidos de financiamento imobiliário na Holanda; a decisão final segue com um funcionário.

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· 3 min

Atualizado em

Bjoern Wylezich / Shutterstock.com

O ING começou a usar um assistente de IA agêntica para acelerar pedidos de financiamento imobiliário na Holanda. O sistema lê cada caso, explica desfechos possíveis e sugere formas de avançar a solicitação, mas a decisão final continua com um funcionário do banco. O piloto começou em março de 2026 e agora entra em expansão gradual pela operação.

O que o assistente de IA do ING faz

Função O que executa
Analisa o pedido Acelera o entendimento de cada caso de financiamento
Explica desfechos Aponta os resultados possíveis da solicitação
Sugere caminhos Indica formas de avançar o caso
Decisão final Sempre de um funcionário do ING, que responde pela avaliação
Status Piloto desde março de 2026, em expansão gradual

Funcionamento do assistente de IA agêntica do ING para financiamento imobiliário. Fonte: Finextra

Como a IA agêntica entra na análise de financiamento

O assistente foi testado primeiro em março de 2026, em pedidos que normalmente exigiriam avaliação manual, e agora começa a rodar em escala. Ele assume parte do trabalho de análise para liberar os funcionários a focarem em casos complexos e no contato direto com os corretores. “Ao analisar casos, gerar insights e orientar decisões, ele assume parte do trabalho de avaliação, permitindo que nossos colegas foquem em pedidos complexos e no contato pessoal com os corretores”, afirmou Tom Degen, head de financiamento imobiliário do ING na Holanda (em tradução livre).

A aposta do banco é ganhar velocidade e consistência sem abrir mão da supervisão humana e da capacidade de explicar cada decisão. “Para os clientes, o que importa não é a tecnologia em si, mas receber respostas claras e confiáveis”, disse Bahadir Yilmaz, chief analytics officer do ING, que descreve o piloto como uma forma de processar pedidos com mais eficiência mantendo as decisões explicáveis e dentro dos padrões de governança do banco.

Por que o movimento importa para o Brasil

O cenário local dá relevância ao caso. O crédito imobiliário deve crescer de 10% a 15% em 2026, segundo o Bradesco, com a Caixa projetando o melhor ano da sua história em concessões. Mais volume pressiona os times de análise, e é aí que a IA agêntica vira ferramenta de produtividade nas instituições financeiras.

Os bancos brasileiros já correm nessa direção. O Banco do Brasil treina 36 mil funcionários em IA agêntica, enquanto estudos apontam que a IA agêntica pode cortar até 40% dos custos dos bancos. No crédito, a tecnologia já aparece em movimentos como a automação de análise de crédito com IA, sinal de que o uso de agentes na originação deixou de ser experimento isolado.

O que observar

A promessa de acelerar decisões de crédito com agentes autônomos esbarra na exigência de explicabilidade. Quando um pedido de financiamento é negado ou aprovado com apoio de IA, o cliente e o regulador esperam saber por quê, e instituições financeiras que não conseguirem rastrear o raciocínio do modelo vão enfrentar atrito de compliance. O ponto a acompanhar é se o ganho de velocidade vem acompanhado de trilhas de auditoria que sustentem cada decisão.

Vale observar também como originadores de crédito imobiliário equilibram automação e julgamento humano. Manter a decisão final com uma pessoa preserva responsabilidade, mas só entrega valor se a análise da máquina realmente reduzir o tempo de processamento sem padronizar casos que pedem leitura individual. Se a consistência prometida se confirmar sem elevar a taxa de revisão manual, o modelo tende a se espalhar pelas carteiras de crédito de maior volume.

Fontes: FinextraExameLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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