A OpenFX, startup de infraestrutura cambial fundada em 2024, levantou US$ 94 milhões em Series A liderada por Accel, Lightspeed Faction, M13, Northzone e Pantera, com participação da Atomico. A rodada avalia a empresa em cerca de US$ 500 milhões e financiará a expansão para o Sudeste Asiático e o aprofundamento dos corredores latino-americanos, incluindo pares com real brasileiro, peso mexicano, peso colombiano e peso argentino.
Câmbio tradicional vs. OpenFX
| Critério | Legado (SWIFT) | OpenFX (stablecoins) |
|---|---|---|
| Liquidação | 2 a 5 dias úteis | < 60 min (98% das transações) |
| Disponibilidade | Horário bancário | 24/7/365 |
| Custo | Referência | Até 90% menor |
Dados declarados pela empresa. Fonte: Finextra
De FalconX a US$ 45 bilhões em volume
O fundador Prabhakar Reddy, que cofundou a corretora de ativos digitais FalconX, criou a OpenFX após observar filas em agências da Western Union em Dubai. A constatação: enquanto transferências pequenas melhoraram, mover valores entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões entre fronteiras continuava lento e caro. “O mercado global de câmbio processa mais de US$ 200 trilhões por ano, mas a infraestrutura de liquidação permanece praticamente inalterada há décadas”, disse Reddy. A plataforma usa stablecoins como trilho intermediário de liquidação, conectando sistemas bancários tradicionais à infraestrutura digital para oferecer liquidez institucional em mais de 40 pares de moedas.
O crescimento foi acelerado. O volume anualizado saltou de US$ 4 bilhões para US$ 45 bilhões, puxado por clientes como MoneyGram, Yellow Card e alfred. A empresa opera com mais de 75 funcionários distribuídos entre Miami, Londres, Bangalore, Singapura e Dubai.







