A Pluggy levantou US$ 3,5 milhões em uma Série A para levar oferta de banco para dentro dos ERPs e das plataformas de gestão que as empresas já usam. A captação acumulada é enxuta de propósito: a fintech de Open Finance opera no azul desde 2024 e soma cerca de US$ 6 milhões em seis anos.
A Série A da Pluggy
| Item | Dado |
|---|---|
| Valor da rodada | US$ 3,5 milhões |
| Quem liderou | DGF |
| Novos aportes | Y Combinator e Brazil Venture Capital |
| Total captado desde 2020 | Cerca de US$ 6 milhões |
| Autorização de ITP no Banco Central | Junho de 2024 |
| Breakeven | 2024 |
| Faturamento projetado para 2026 | Mais de R$ 25 milhões |
Dados da Série A e da operação da Pluggy. Fonte: Startups.com.br
O que a Pluggy vende para os bancos
A camada instalada nesses softwares hoje puxa o extrato bancário do cliente e dispara pagamentos sem troca de tela. Com o capital novo, ela passa a comportar mais modalidades de cobrança, de pagamento e outros serviços financeiros embarcados, todos na mesma conexão. A empresa tem autorização do Banco Central como ITP desde junho de 2024, o que permite iniciar a transação sem passar pelo aplicativo do banco.
“Historicamente, as instituições financeiras enfrentam alto custo e grande fricção para distribuir seus serviços no segmento empresas”, afirmou o CEO e cofundador Rogério Correa. Ele lista três gargalos: dados insuficientes para desenhar a proposta certa, ausência no instante em que o comprador decide e falta de integração com o programa onde a empresa administra o próprio caixa. Segundo o Fincatch, são 500 clientes diretos e quase meio milhão de CNPJs conectados.
Do lado de quem compra, o gargalo raramente é técnico. Em entrevista ao podcast Let’s Money em janeiro de 2026, Natália Cruz, Head de Open Finance da Sensedia, resumiu o que trava os projetos: “A primeira pergunta que a gente faz é: você já sabe o caso de uso que quer explorar?”. Vender o caso de uso pronto, e não a API, sustenta a tese de que o Open Finance virou o motor dos ERPs, o mesmo trilho que já muda a análise de crédito no país.








