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Pluggy capta US$ 3,5 mi para embarcar bancos em ERPs

Rodada liderada pela DGF leva a cerca de US$ 6 mi o total captado pela fintech desde 2020. A empresa opera no azul desde 2024 e projeta faturar R$ 25 mi.

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· 3 min

Atualizado em

Bruno Loiola, Gabriel Gantes, Victor Braga e Rogério Correa, cofundadores da Pluggy | Foto: Divulgação

A Pluggy levantou US$ 3,5 milhões em uma Série A para levar oferta de banco para dentro dos ERPs e das plataformas de gestão que as empresas já usam. A captação acumulada é enxuta de propósito: a fintech de Open Finance opera no azul desde 2024 e soma cerca de US$ 6 milhões em seis anos.

A Série A da Pluggy

Item Dado
Valor da rodada US$ 3,5 milhões
Quem liderou DGF
Novos aportes Y Combinator e Brazil Venture Capital
Total captado desde 2020 Cerca de US$ 6 milhões
Autorização de ITP no Banco Central Junho de 2024
Breakeven 2024
Faturamento projetado para 2026 Mais de R$ 25 milhões

Dados da Série A e da operação da Pluggy. Fonte: Startups.com.br

O que a Pluggy vende para os bancos

A camada instalada nesses softwares hoje puxa o extrato bancário do cliente e dispara pagamentos sem troca de tela. Com o capital novo, ela passa a comportar mais modalidades de cobrança, de pagamento e outros serviços financeiros embarcados, todos na mesma conexão. A empresa tem autorização do Banco Central como ITP desde junho de 2024, o que permite iniciar a transação sem passar pelo aplicativo do banco.

“Historicamente, as instituições financeiras enfrentam alto custo e grande fricção para distribuir seus serviços no segmento empresas”, afirmou o CEO e cofundador Rogério Correa. Ele lista três gargalos: dados insuficientes para desenhar a proposta certa, ausência no instante em que o comprador decide e falta de integração com o programa onde a empresa administra o próprio caixa. Segundo o Fincatch, são 500 clientes diretos e quase meio milhão de CNPJs conectados.

Do lado de quem compra, o gargalo raramente é técnico. Em entrevista ao podcast Let’s Money em janeiro de 2026, Natália Cruz, Head de Open Finance da Sensedia, resumiu o que trava os projetos: “A primeira pergunta que a gente faz é: você já sabe o caso de uso que quer explorar?”. Vender o caso de uso pronto, e não a API, sustenta a tese de que o Open Finance virou o motor dos ERPs, o mesmo trilho que já muda a análise de crédito no país.

Seis anos de operação e US$ 6 milhões levantados

O tamanho da rodada é a parte incomum. Fundada em 2020, a companhia levantou uma seed de US$ 2,5 milhões em 2021, com Brazil Venture Capital e Y Combinator, segundo o LatAm Fintech Hub. Os dois voltaram agora ao lado da DGF, que assumiu a liderança. Somados, os cheques dão cerca de US$ 6 milhões em seis anos, volume que só se manteve baixo porque a operação parou de queimar caixa em 2024. O Y Combinator, o investidor mais ativo em fintech em 2025 por número de rodadas, entrou com cheque pequeno.

O destino do dinheiro reforça a escolha. “O nosso foco com essa rodada é densidade. O capital não vai para ampliar a cobertura, mas sim para embarcar produtos financeiros cada vez mais sofisticados no ecossistema Pluggy”, declarou Bruno Loiola, Chief Growth Officer e cofundador. Do fundo, o critério foi o mesmo: “[…] a eficiência de capital da empresa e a capacidade de escala demonstrada”, disse João Orem, sócio do DGF. A Belvo, também de infraestrutura de Open Finance, abriu em agosto de 2026 um canal para agentes de IA.

O que observar

O desenho que a rodada financia depende de uma decisão que não é da fintech de infraestrutura: se as instituições financeiras aceitam distribuir crédito, cobrança e pagamento dentro de uma interface que não controlam. Isso inverte décadas de relacionamento construído no canal próprio. Vale acompanhar se a adesão vem primeiro das instituições médias e de nicho, com menos marca a preservar e mais alcance a ganhar.

O segundo teste é de modelo econômico. Plataformas de gestão e escritórios contábeis que intermediam oferta financeira precisam decidir até onde vão sem virar instituição regulada. Se a receita de produto embarcado pesar mais que a assinatura do software, a pergunta deixa de ser técnica e vira de licença.

Fontes: Startups.com.brFincatchLatAm Fintech HubLet’s Money Podcast: O Estado do Open Finance com a Sensedia

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