A registradora de recebíveis TAG, criada pela Stone, barrou uma tentativa de fraude de R$ 350 milhões. Criminosos se credenciaram na rede da empresa como participantes do ecossistema de cartões e tentaram trocar a titularidade de recebíveis de grandes companhias, entre elas Uber e Netflix. Não houve prejuízo financeiro.
Como a tentativa de R$ 350 milhões foi montada e barrada
| Etapa | O que aconteceu |
|---|---|
| Cadastro | Criminosos se credenciaram na rede da TAG como participantes do ecossistema de cartões |
| Alvo | Titularidade de recebíveis de grandes empresas, como Uber e Netflix |
| Destino | Liquidação orientada para conta laranja aberta em um grande banco digital |
| Alerta | A Rede, credenciadora do Itaú, estranhou a conta de destino e avisou a TAG |
| Bloqueio | O SLC, mantido pela Núclea, leva até dois dias, o que deu tempo de cancelar a operação com as demais registradoras |
Reconstituição da tentativa de fraude na registradora TAG. Fonte: Valor Econômico
Como a fraude em recebíveis foi montada
Os criminosos se cadastraram junto à rede da TAG, e não é preciso ser uma instituição financeira ou de pagamento para isso. Em seguida, alteraram a titularidade de recebíveis de grandes empresas, algumas com operações transfronteiriças, e orientaram que a liquidação fosse feita em uma conta laranja aberta em um grande banco digital. “Certamente não é coisa de amador, é gente que conhece o sistema e sabia onde haveria volumes grandes de recebíveis”, afirmou um observador ao Valor.
O golpe caiu quando a Rede, credenciadora do Itaú, estranhou a conta de destino e avisou a TAG. Como o Sistema de Liquidação de Cartões, mantido pela Núclea, leva até dois dias, houve tempo de cancelar a operação em conjunto com as outras registradoras. “Não houve impacto financeiro, liquidação indevida ou exposição de dados de clientes”, afirmou a TAG em nota, acrescentando que acionou seus protocolos de segurança, interrompeu os acessos envolvidos e comunicou o caso às autoridades competentes.
Febraban e ABBC informaram que foram comunicadas pelas registradoras sobre indícios de irregularidades em operações vinculadas a registro de recebíveis. “As entidades comunicaram a seus associados e todas as operações afetadas foram devidamente bloqueadas e suspensas. Não foram registrados prejuízos às instituições financeiras nem a quaisquer clientes”, disseram as duas entidades, em nota.








