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SulAmérica mira R$ 35 bi com planos regionais para PMEs

SulAmérica fechou 2025 com Ebitda de R$ 2,3 bi (+75,7%) e mira R$ 35 bi via planos regionais para PMEs e IA antifraude em reembolsos.

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Atualizado em

Foto: Reprodução

A SulAmérica encerrou 2025 com Ebitda de R$ 2,3 bilhões (+75,7%) e traçou o caminho para R$ 35 bilhões de receita em 2026: planos regionalizados para pequenas e médias empresas em cidades fora do eixo SP/RJ, com cobertura restrita a redes locais de atendimento e mensalidade mais baixa do que os planos convencionais.

SulAmérica 2025: principais indicadores

Indicador Resultado Variação
Receita líquida R$ 33,2 bi +10,5%
Ebitda R$ 2,3 bi +75,7%
Lucro operacional R$ 2,14 bi +85,6%
Sinistralidade 79,5% -3,2 p.p.

Resultados anuais da SulAmérica em 2025. Fonte: NeoFeed

A aposta no interior e nas PMEs

Com 5,9 milhões de beneficiários (3,2 mi em saúde e 2,7 mi em odonto), a SulAmérica quer ultrapassar 6 milhões priorizando o segmento de PMEs, que cresceu em dois dígitos nos últimos dois anos. Hoje, 1,2 milhão de clientes de saúde vêm de pequenas e médias empresas, contra 2 milhões ligados a grandes corporações. O foco de expansão está em cidades que, na visão da empresa, estavam fora do radar até agora. “Estamos olhando para outras regiões, além das óbvias, como Parauapebas [no Pará] e Feira de Santana [Bahia], que não estavam no nosso mapa”, disse Raquel Reis, CEO da SulAmérica, em entrevista ao NeoFeed.

O modelo regionalizado garante cobertura local completa, mas restringe cirurgias eletivas e consultas à rede credenciada do plano. Urgências e emergências mantêm cobertura nacional. A operadora também aposta na coparticipação para reduzir sinistralidade: nas grandes empresas, a modalidade já representa 80% dos contratos; nas PMEs, ainda está em 40%, com espaço para crescer.

“O empresarial está muito sólido e definido. E a alavanca de crescimento está justamente nos beneficiários que chegam a partir de pequenas e médias empresas, com planos mais baratos”, afirma Reis. Junto a isso, a Atlântica D’Or, joint-venture da Rede D’Or com o Bradesco, adiciona seis hospitais à rede credenciada, com duas novas unidades previstas para 2025 em Ribeirão Preto e Taubaté.

IA e governança no combate às fraudes

A queda de 3,2 pontos percentuais na sinistralidade foi acelerada por uma ofensiva anti-fraude iniciada em 2023. Em três anos, a empresa afirma ter evitado R$ 450 milhões em pagamentos indevidos e excluído cerca de 6 mil beneficiários por irregularidades. O esforço incluiu ferramentas de inteligência artificial, auditorias aprimoradas e uma estrutura dedicada de governança antifraude.

“Fizemos uma caça às bruxas contra as ilegalidades nos reembolsos e nos pedidos de procedimentos médicos e entramos com 800 notícias-crime entre beneficiários e prestadores de serviços de 2023 até agora”, disse Reis. O problema não é exclusivo da empresa: a Abramge estima que fraudes em reembolsos causaram perdas superiores a R$ 12,9 bilhões ao setor entre 2019 e 2025.

O que observar

A expansão regional com cobertura restrita será testada pela ANS, que monitora regras de portabilidade e abrangência de rede. Se o regulador apertar exigências de cobertura mínima para planos regionalizados, o modelo de menor custo fica comprimido antes de escalar. Vale acompanhar se a composição final das redes regionais consegue absorver demanda sem gargalos de acesso, especialmente em cidades menores com oferta médica limitada.

O debate sobre medicamentos de alto custo também aparece como variável não controlável: a CEO citou o modelo de compartilhamento de risco praticado em outros países, onde a indústria farmacêutica recebe pagamento escalonado conforme a evolução do paciente. Se essa tese avançar no Brasil, via regulação ou negociação setorial, muda o perfil de risco das operadoras que hoje arcam integralmente com tratamentos de R$ 8 milhões. Vale acompanhar se a ANS ou o Ministério da Saúde sinalizarem abertura para esse tipo de acordo.

Fontes: NeoFeedMedicina S/ALet’s MoneyLet’s Money

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