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TransUnion: 92% valorizam crédito, mas 54% têm acesso suficiente

Pesquisa da TransUnion mostra que 92% dos brasileiros veem o acesso ao crédito como importante, mas apenas 54% dizem ter acesso suficiente a ele.

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Uma nova pesquisa da TransUnion mostra que o crédito segue central para o brasileiro, mas o acesso ainda não acompanha a demanda. Segundo o levantamento, 92% dos brasileiros consideram o acesso ao crédito importante para alcançar seus objetivos financeiros, e apenas 54% disseram ter acesso suficiente. O estudo aponta que a inclusão de dados alternativos na análise pode ampliar a inclusão financeira, num momento em que a inadimplência das famílias ainda pesa na concessão de crédito.

Entre quem considerou pedir um novo crédito ou refinanciar e desistiu, os principais motivos foram os custos altos, citados por 44% dos entrevistados, e preocupações com o histórico financeiro ou a comprovação de renda, mencionadas por 17% e 16%, respectivamente. Os dados vêm da pesquisa Consumer Pulse do 2º trimestre de 2026 da TransUnion, empresa global de informações e insights que atua como datatech.

O acesso ao crédito no Brasil

Indicador Dado
Consideram o acesso ao crédito importante 92%
Disseram ter acesso suficiente 54%
Apontaram custos altos como barreira 44%
Acham que o score subiria com dados alternativos 58%

Consumer Pulse, 2º trimestre de 2026. Fonte: TransUnion

Dados alternativos podem ampliar o acesso ao crédito

Segundo Helena Leite, especialista de mercado do setor bancário da TransUnion Brasil, a incorporação de dados alternativos na análise de crédito, como pagamentos de aluguel, histórico de empréstimos de curto prazo e uso de compre agora, pague depois, pode reduzir a assimetria entre credores e tomadores, especialmente entre consumidores com histórico bancário limitado. O estudo revela que 58% dos entrevistados acreditam que sua pontuação de crédito aumentaria caso as instituições passassem a considerar esse tipo de informação.

“Historicamente, a falta de um histórico bancário tradicional inviabilizou o crédito para grande parte da população. O uso de dados alternativos muda essa dinâmica, pois permite avaliar o comportamento de pagamento real do consumidor em seu dia a dia”, afirma Leite. Para a especialista, incluir o comportamento de pagamentos de contas de telefone, luz e água ajuda a refinar os modelos de avaliação de risco e a dar oportunidade a quem sempre honrou seus compromissos, mas permanecia invisível para o sistema financeiro.

Consumidor digital exige rapidez e transparência

O acesso ao crédito tornou-se um pilar no planejamento financeiro das novas gerações, considerado importante por 97% da Geração Z e 93% dos Millennials. A relevância acompanha a transformação digital: 53% dos consumidores relataram ser clientes de fintechs, bancos digitais ou modalidades como compre agora, pague depois. Entre quem tem um produto de banco digital, fintech ou provedor de BNPL, 74% disseram que o produto é de um banco digital, ante 56% no segundo trimestre de 2025.

O comportamento do consumidor passou a exigir respostas imediatas e mais autonomia. A agilidade virou requisito, com 80% dos brasileiros apontando a aprovação em tempo real como um fator importante ao solicitar empréstimos digitais, num cenário de busca crescente por empoderamento financeiro.

O que observar

Os dados interessam a bancos, fintechs e bureaus que trabalham com concessão de crédito e modelos de risco. O ponto a acompanhar é se a adoção de dados alternativos, como o pagamento de contas básicas e o histórico de BNPL, ganha escala nas políticas de crédito das instituições e chega a quem hoje fica de fora por falta de histórico bancário tradicional.

Fontes: TransUnionLet’s Money: Serasa vê inadimplência ainda em nível elevadoLet’s Money: entidades alertam para impactos da reforma da CVM 88 sobre o acesso ao crédito

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