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RTM: a conectividade crítica do mercado financeiro

Marcio Castro, CEO da RTM, detalha como a empresa sustenta a infraestrutura por trás de sistemas como SPB, Pix e Open Finance com conectividade privada e cloud especializada

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Abner Garcia / Let's Money

Este episódio é oferecido pela Jumpstart

No novo episódio do Let’s Money Podcast, Gabriel Pereira conversa com Marcio Castro, CEO da RTM, para explorar como a empresa se tornou a principal infraestrutura de conectividade e dados do sistema financeiro brasileiro.

Criada em 1997, a RTM conecta atualmente mais de 800 instituições com uma rede privada e segura, a Financial Net, usada para tráfego de dados sensíveis entre instituições, SPB, Selic, B3 e outros serviços críticos.

“A Financial Net é a ‘internet do mercado financeiro’, uma rede privada, segura e resiliente”, resume Marcio.
“A RTM é, antes de tudo, integração.”

A empresa é uma das duas operadoras homologadas para conexão ao SPB, o que a posiciona como elo essencial para funcionamento de operações como o Pix, que chega a ter 45% do tráfego passando por sua estrutura. A RTM também fornece cloud privada com integração nativa a sistemas financeiros e ferramentas de segurança que viabilizam desde o hosting do motor do Pix até plataformas SaaS para fundos de investimento.

Foto: Abner Garcia / Let’s Money

Atuação da RTM

Além da conectividade, a RTM atua em cloud, infraestrutura e plataformas digitais para o mercado financeiro. Sua cloud privada baseada em OpenShift elimina custos de tráfego e oferece suporte técnico especializado para instituições.

“Hoje, cerca de 90% dos bancos brasileiros usam Databricks. Nossa estrutura se integra com isso sem criar mais complexidade”, diz Marcio.

Na vanguarda da inovação, a empresa explora soluções para Open Finance, IA e tokenização. No Open Finance, oferece integração com protocolos como FAIDO e JTCR. Em IA, aposta na criação de infraestrutura robusta com GPUs e ambientes seguros, mas alerta: “IA não resolve tudo. Em muitos casos, soluções simples ainda são as mais eficazes”.

Para Marcio, o futuro da RTM é seguir como infraestrutura invisível, mas indispensável, do mercado financeiro: “A conectividade vai seguir sendo a base de tudo. E o desafio será mantê-la estável, acessível e cada vez mais segura.”

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