A bancarização no Brasil saltou de cerca de 55% da população para 88% atualmente, e 38 dos 52 milhões de pessoas incluídas no sistema financeiro nesse período passaram pelo Nubank, afirmou Roberto Campos Neto, vice chairman e global head da fintech, em painel do Instituto Milken.
Nubank na bancarização do Brasil e LatAm
| Mercado | Total bancarizados | Via Nubank |
|---|---|---|
| Brasil | 52 milhões | 38 milhões |
| México | 6,5 milhões | 5 milhões |
Bancarizados pela fintech segundo Campos Neto no Instituto Milken. Fonte: Broadcast
O legado da infraestrutura pública e o modelo LatAm
A linha temporal de Campos Neto parte de fevereiro de 2019, quando ingressou no Banco Central. Durante sua gestão, ele disse ter dedicado o período a buscar inovação e inclusão financeira, “preparando o terreno” para criar o Pix, o Open Finance e aumentar a bancarização. O Pix segue sendo expandido como vetor de serviços financeiros no Nubank, incluindo pagamentos via limite de crédito. Ao sair do BC, Campos Neto afirmou ter se dedicado a ampliar a inclusão financeira a partir da fintech.
O modelo se repete na América Latina: no México, cerca de 6,5 milhões de pessoas foram bancarizadas nos últimos anos, das quais 5 milhões via Nubank. Na Colômbia, a proporção é semelhante, segundo ele. “O Nubank é um banco que conseguiu bancarizar as pessoas, a partir de uma estrutura de baixo custo”, disse Campos Neto. A expansão na América Latina coloca o Nubank em disputa crescente com fintechs globais que avançam nos mesmos mercados estratégicos.








