Na Brazil Week, João Vitor Menin, CEO global do Inter, descreveu o efeito que a tecnologia financeira brasileira causa nos americanos: “Quando combina solidez, eficiência e a tecnologia que o sistema financeiro está usando para facilitar a vida dos brasileiros, os americanos ficam perplexos”, disse o executivo à CNN Brasil. O banco já tem aval do Fed e do OFR para operar como banco norte-americano na Flórida para clientes estrangeiros: a aprovação foi obtida em fevereiro.
Inter na Flórida: dados da aprovação regulatória
| Dado | Detalhe |
|---|---|
| Reguladores aprovadores | Federal Reserve + OFR (Flórida) |
| Tipo de operação | Agência internacional para clientes estrangeiros |
| Data da aprovação | Fevereiro de 2026 |
| Plataforma de produtos mencionados | Investimentos, shopping, seguros e fidelidade |
Fonte: CNN Brasil
O argumento do Pix na disputa por mercado nos EUA
O Pix foi o exemplo central citado por Menin: a possibilidade de realizar transações instantâneas a qualquer momento é algo que o executivo descreve como incrédulo para o público dos EUA. “É um exemplo que o Brasil está dando para o mundo, e tem muita coisa ao redor que contribuiu. […] Fiscalização bem feita, sistema bancário bem organizado […] e os players adotaram a tecnologia com muito apetite.”
O diagnóstico alinha-se ao que o Let’s Money já reportou: que o Pix coloca o Brasil uma década à frente dos EUA em pagamentos instantâneos. O Inter não é o único banco digital brasileiro que mira o mercado norte-americano: o Nubank também anunciou planos para operar como banco digital nos EUA. A diferença, neste caso, é que o Inter já tem aprovação regulatória dual obtida para a Flórida.








