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Anthropic ultrapassa OpenAI pela 1ª vez com US$ 965 bi

Anthropic fechou Série H de US$ 65 bi com avaliação de US$ 965 bi, superando a OpenAI. ARR chegou a US$ 47 bi com crescimento de 130%.

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Atualizado em

Foto: Divulgação

A Anthropic superou a OpenAI em avaliação de mercado pela primeira vez ao fechar sua rodada Série H de US$ 65 bilhões, atingindo US$ 965 bilhões ante os US$ 852 bilhões da rival, captados em março. A receita anualizada da empresa ultrapassou US$ 47 bilhões no início de maio, com crescimento projetado de 130% e primeira margem operacional positiva esperada.

As duas maiores IAs privadas do mundo

Empresa Avaliação Última rodada ARR
Anthropic US$ 965 bi US$ 65 bi (Série H, mai/2026) US$ 47 bi+
OpenAI US$ 852 bi US$ 122 bi (mar/2026) n/d

Dados de captação e avaliação das duas empresas. Fonte: TechCrunch

Como a rodada foi montada

A Série H foi liderada por Altimeter Capital, Dragoneer, Greenoaks e Sequoia Capital, com Coatue e ICONIQ como co-líderes. Os parceiros de chips Micron, Samsung e SK Hynix também entraram, fazendo parte dos US$ 15 bilhões aportados pelos parceiros de hiperscalers. A Amazon contribuiu com US$ 5 bilhões desta rodada, somando-se aos US$ 8 bilhões investidos anteriormente. Em abril, a empresa havia dito que investiria até US$ 25 bilhões na startup, que se compromete a gastar mais de US$ 100 bilhões nos próximos dez anos em tecnologias de nuvem da Amazon.

A avaliação quase triplicou desde fevereiro, quando a startup completou a Série G a US$ 380 bilhões. “Desde nossa Série G em fevereiro, a adoção continuou a crescer entre clientes corporativos globais, e nossa taxa de receita anualizada ultrapassou US$ 47 bilhões no início deste mês”, disse a Anthropic em seu blog. A rodada é descrita como a possível última antes do debut nos mercados públicos.

Crescimento apesar dos impasses com o Pentágono

A captação acontece apesar de turbulências regulatórias. Em fevereiro, o Pentágono classificou a Anthropic como risco de segurança, gerando incerteza sobre contratos governamentais nos EUA. A empresa, porém, retomou as negociações em março, e os investidores não demonstraram preocupação com o episódio. O foco do mercado se manteve no crescimento do Claude entre empresas corporativas globais.

O que observar

A primeira margem operacional positiva esperada representa uma mudança de fase: de laboratório consumindo caixa para negócio com trajetória de lucratividade. Se confirmada, transforma o argumento de investimento de “crescimento a qualquer custo” para “crescimento com disciplina financeira”, o que tende a acelerar um possível IPO. O crescimento de 130% no ARR, a partir de uma base de US$ 47 bilhões, sugere que a demanda pelos modelos de linguagem líderes tem caráter estrutural, não pontual.

Vale acompanhar o impacto do compromisso de US$ 100 bilhões em cloud com um único provedor: fintechs e empresas financeiras que adotam modelos de linguagem como infraestrutura de IA herdarão indiretamente essa dependência estratégica. A pergunta é se, ao crescer, os laboratórios de IA conseguem negociar contratos de cloud multiprovedores ou se a integração financeira com um parceiro específico passa a ser uma vantagem competitiva estrutural.

Fontes: TI InsideTechCrunchLet’s MoneyLet’s Money

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