Ir para o conteúdo

StablecoinInternacional · bitcoin

Tether lança carteira para dólar digital, ouro e bitcoin

Tether estreia carteira autocustodial para USDT, stablecoin de ouro e bitcoin. Sem exchange, com endereço tipo e-mail, pressiona intermediários.

por

· 2 min

Atualizado em

Shutterstock

A Tether estreou sua própria carteira cripto autocustodial, dando acesso direto a USDT, à stablecoin de ouro XAUT e a bitcoin sem passar por exchange. O movimento pressiona exchanges e fintechs que hoje intermediam stablecoins no Brasil em remessa, folha salarial em dólar e pagamento B2B.

Recursos da tether.wallet

Recurso Detalhe
Ativos suportados USDT, USAT, XAUT e bitcoin
Custódia Autocustodial, chaves com o usuário
Endereço Apelido legível em formato de e-mail
Taxa de transação Paga com o próprio ativo transferido

Recursos anunciados no lançamento. Fonte: Finextra

Tether vira app de stablecoin e bitcoin

Até aqui, a Tether era infraestrutura: a maior emissora de stablecoin do mundo, com mais de 570 milhões de usuários alcançados via exchanges e trilhos de pagamento. A tether.wallet coloca a empresa diretamente entre emissora e consumidor final, cortando uma camada de intermediação.

“A Tether.wallet é ‘a carteira do povo’ porque reflete verdadeiramente a evolução natural do papel da Tether, desde a construção da base da economia de ativos digitais até torná-la diretamente utilizável por qualquer pessoa […]”, disse Paolo Ardoino, CEO da Tether.

O lançamento acompanha uma onda de movimentos agressivos da emissora. Na quinta-feira, a Drift relançou sua stablecoin com a Tether, após receber um aporte de US$ 147,5 milhões da Tether e de parceiros, em episódio que envolveu perdas de US$ 270 milhões em ativos de clientes num ataque, segundo a Finextra. Em março, a Tether aportou na Axiym para expandir o USDT em canais de remessa.

O paralelo brasileiro

No Brasil, o stablecoin deixou o nicho cripto e virou ferramenta de pagamento. A Noah e a Picnic estruturaram folha salarial em dólar via stablecoin, a Ruvo posicionou stablecoins como “Pix” entre Brasil e EUA e a Liqi, investida do Itaú, lançou stablecoin de real.

Em todos esses casos, o trilho depende de intermediários que fazem a ponte entre usuário e emissor. Uma carteira nativa da Tether tira esse intermediário da equação em parte da jornada.

O que observar

A entrada direta de emissoras de stablecoin no consumidor final muda quem captura valor na economia de dólar digital. Exchanges cripto, gateways de pagamento e fintechs de remessa que operavam como intermediárias entram em competição com um ator vertical que controla a emissão, a reserva e agora o app. A pergunta operacional é quem fica com a jornada do usuário: o aplicativo de varejo, o ponto de entrada cripto, ou a emissora diretamente.

Vale acompanhar a reação de reguladores em mercados emergentes. Carteiras autocustodiais escapam da moldura tradicional de prestador de serviço, porque a emissora não custodia os ativos do usuário após o envio. Em ambientes com registro recente de prestadoras de serviços de ativos virtuais, o deslocamento do KYC para a camada do emissor abre flanco para auditoria de origem de recursos e exige clareza sobre obrigações de reporte.

Fontes: FinextraTetherCoinDeskLet’s Money: Tether investe na AxiymLet’s Money: Noah e Picnic folha salarial em dólar

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasInternacional
Ver a editoria

Mais artigos de Internacional

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.