Barclays, Citi, Deutsche Bank e Standard Chartered passaram a rodar o FalconTST 2.0, modelo de inteligência artificial da Ant International, para prever fluxo de caixa e exposição cambial em pagamentos internacionais. Citi e Deutsche Bank têm operação no Brasil, onde bancos já rodam IA em operações de câmbio.
Onde cada banco plugou o FalconTST 2.0
| Banco | Sistema em que o modelo entrou |
|---|---|
| Barclays | Plataforma de hedge cambial BARX NetFX |
| Citi | Solução Fixed FX Rates |
| Deutsche Bank | Previsão de fluxo de caixa e gestão de câmbio |
| Standard Chartered | Sistema SCALE FX, no programa PathFin.ai da autoridade monetária de Singapura |
Comunicado da Ant International sobre o FalconTST 2.0, de 20 de agosto de 2026, e apuração da Finextra. Fontes: The Asian Banker • Finextra
Um modelo de séries temporais para tesouraria
O FalconTST pertence a uma família diferente da dos grandes modelos de linguagem. Em vez de aprender relações em texto, ele lê sequências numéricas que mudam o tempo todo: valores transacionados, saldos em conta, fluxos de liquidação e posições em cada moeda. Segundo a Ant International, a versão 2.0 sustenta acurácia acima de 93% e marcou 0,666 na métrica MASE, no topo de um ranking público de modelos de fundação para séries temporais.
A empresa afirma que os sistemas tradicionais constroem um modelo por tarefa: um varejista treina o seu para vendas, uma companhia aérea para demanda, uma instituição financeira para liquidez. O FalconTST foi treinado com dados de finanças, varejo, energia, viagens e economia para capturar o que se repete entre setores, como ciclos, sazonalidade e quebras bruscas. Usos em cadeia de suprimentos e aviação ainda estão em desenvolvimento.
“Os grandes modelos de linguagem mostraram como a IA pode entender e gerar informação. O FalconTST trata de outra capacidade de que as empresas precisam cada vez mais: entender como o mundo muda ao longo do tempo e antecipar o que vem a seguir”, disse Jiang-Ming Yang, diretor de inovação da Ant International, em tradução livre. Para ele, o que interessa é a decisão que vem depois da previsão: quanta liquidez preparar, como administrar a exposição cambial e como alocar capital.








