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BC flexibiliza compulsório após rombo do Master no FGC

Medida permite que bancos deduzam contribuições antecipadas ao fundo, injetando até R$ 30 bilhões no sistema financeiro

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· 1 min

Atualizado em

BC
Foto: Abner Garcia / Let's Money

O Banco Central flexibiliza compulsório bancário para amenizar o impacto da recomposição do Fundo Garantidor de Créditos. A medida foi anunciada nesta terça-feira (3) e permite que as instituições financeiras deduzam as contribuições antecipadas ao FGC do recolhimento compulsório, tanto para depósitos à vista quanto a prazo.

A decisão surge em resposta ao prejuízo de aproximadamente R$ 50 bilhões que o FGC deve absorver após a liquidação do Banco Master. Segundo o Bloomberg Linea, o objetivo é reduzir o impacto sobre a liquidez do sistema financeiro.

Impacto bilionário no sistema

As liquidações do Banco Master e de outras instituições menores relacionadas geraram um ônus superior a R$ 50 bilhões para o Fundo Garantidor. O Itaú Unibanco, maior banco do país, estimou em fevereiro que o impacto total poderia alcançar R$ 55 bilhões.

O FGC é financiado por contribuições proporcionais ao porte de cada instituição financeira participante. Portanto, os maiores bancos arcam com a maior parte do custo dessa recomposição.

Alívio de liquidez previsto

Segundo o Banco Central, a flexibilização do compulsório poderá injetar até R$ 30 bilhões no sistema financeiro ainda em 2025. Além disso, essa medida representa um alívio significativo para os bancos no momento em que precisam recompor os recursos do fundo.

A medida surge enquanto instituições como o BRB buscam captações bilionárias para cobrir rombos deixados por negócios com o Banco Master. Nesse sentido, a flexibilização funciona como um mecanismo compensatório que preserva a capacidade de concessão de crédito do sistema.

Para mais informações sobre regulação bancária e medidas do Banco Central, confira as matérias sobre política monetária no Let’s Money.

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