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BV lucra R$ 491 mi e chega a 4,4 mi de clientes

Banco BV teve lucro líquido recorrente de R$ 491 milhões no 2º trimestre de 2026, com carteira de crédito recorde de R$ 102,3 bilhões e 4,4 milhões de clientes.

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Wirestock Creators / Shutterstock.com

O banco BV fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 491 milhões, alta de 6,8% em um ano, e alcançou 4,4 milhões de clientes. No mesmo intervalo, a carteira de crédito ampliada bateu recorde: R$ 102,3 bilhões, um avanço de 11,9% em doze meses.

O número consolida a trajetória que o banco vinha desenhando desde que cruzou a marca de R$ 100 bilhões em carteira. A fatia de varejo avançou 12,2% na comparação anual e somou R$ 73,4 bilhões, enquanto o atacado ganhou 11,1%, batendo R$ 28,9 bilhões. A rentabilidade recorrente (ROE) ficou em 15,6%.

A aposta do banco BV em crédito com garantia

O destaque do trimestre está menos no lucro e mais em onde o crédito cresceu. Em um cenário de juros altos, o BV acelerou nas modalidades com garantia real: o empréstimo com garantia de veículo avançou 31,8% em um ano, para R$ 5,9 bilhões, e o financiamento de veículos pesados usados subiu 52,2%, a R$ 4,0 bilhões. A lógica é trocar volume por previsibilidade de risco.

“Em um ciclo de juros elevados, escolhemos crescer com seletividade, com ênfase na qualidade da originação”, afirmou, em nota, Gustavo Sousa, CEO do BV. No financiamento de veículos leves usados, principal negócio da casa, o banco diz manter a liderança há 13 anos seguidos, com a carteira em R$ 49,1 bilhões.

Banco BV no 2º trimestre de 2026
Lucro líquido recorrente R$ 491 mi (+6,8% a/a)
Carteira de crédito ampliada R$ 102,3 bi (+11,9%)
ROE recorrente 15,6%
Clientes 4,4 milhões
Carteira de varejo R$ 73,4 bi (+12,2%)
Inadimplência total 4,9%

Banco BV, resultados do 2º trimestre de 2026. Fonte: Valor Econômico

Em junho de 2026, a inadimplência do banco fechou em 4,9%, contra 4,7% três meses antes, movimento que acompanha a inadimplência elevada do crédito no país. A fatia do varejo pesou mais, chegando a 6,0% e puxada sobretudo pelos cartões, segundo a instituição. A folga de capital seguiu confortável, com Basileia de 15,9%.

O que observar

A leitura vale para o setor inteiro: em ciclo de juros altos, bancos de médio porte tendem a deslocar a originação para modalidades com garantia real, que oferecem risco mais controlado e retorno mais previsível. O ponto a acompanhar é se essa migração segura a inadimplência quando a pressão vem do crédito rotativo e do cartão, linhas sem colateral. Outra frente é a disputa por escala de clientes: quanto maior a base ativa, maior a capacidade de diluir custo e sustentar rentabilidade sem esticar o apetite de risco.

Fontes: Valor EconômicoInfoMoneyBloomberg Línea

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