O ministro da Fazenda, Dario Durigan, cobrou do Banco Central mais velocidade para colocar as fintechs sob fiscalização. Para ele, parte dessas empresas recebeu sinal verde para operar sem entrar, na sequência, no radar da autoridade monetária, e acabou virando canal para lavagem de dinheiro e para o dinheiro de apostas ilegais. A declaração foi dada nesta quinta-feira (9), à Rádio Gaúcha.
O que o governo diz estar fazendo
| Frente | Medida |
|---|---|
| 37 fintechs notificadas | Bloqueio de recursos de bets ilegais, destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública |
| Cronograma de fiscalização | Governo pede que o BC acelere a entrada das fintechs sob acompanhamento |
| Normas do CMN | Conselho edita regras junto ao BC para apertar o controle |
Providências citadas pelo ministro Dario Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha. Fonte: Valor Econômico
Autorizadas pelo BC, mas fora do acompanhamento
O ponto central da fala é que muitas instituições ganharam licença para funcionar e, depois disso, não entraram na rotina de vigilância do regulador. “É preciso fazer esse esforço de antecipar esse cronograma de quando essas fintechs vão estar debaixo da supervisão do Banco Central. E o que eu estou dizendo aqui é resultado das investigações que a Receita Federal faz, que o Coaf faz, que a Secretaria de Prêmios faz, e me informam”, disse Durigan. Questionado sobre o timing, o ministro emendou que o esforço vai continuar mesmo com o calendário eleitoral em curso.
A crítica também respingou na direção anterior do BC. Para Durigan, o rombo bilionário no fundo garantidor provocado pela fraude no Banco Master expôs uma falha que ele considera antiga, do tempo em que Roberto Campos Neto presidia a autarquia. “Os diretores de supervisão do Banco Central não acompanhando, não identificando, porque não é uma coisa pontual, é algo estrutural e muito grave”, afirmou. Ele resumiu aquele período dizendo que, em nome de uma postura liberal, “se criou uma anarquia”.








