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RegulaçãoCrédito · Consignado

Governo quer FGTS como garantia do consignado privado até junho

Marinho anuncia regulamentação em maio e implementação em junho. Consignado CLT completa 1 ano com R$ 84 bi e juros recordes de 59,4% ao ano.

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo pretende regulamentar em maio e implementar em junho o uso do FGTS como garantia em empréstimos do consignado privado. A medida permitirá que trabalhadores usem até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como colateral, com o objetivo de reduzir as taxas de juros do programa.

Taxas de juros mensais: consignado CLT vs. outras modalidades

Modalidade Taxa mensal
Consignado aposentados INSS 1,81%
Consignado servidores públicos 1,79%
Consignado CLT (atual) 3,85%
Cheque especial 7,52%
Cartão de crédito rotativo 14,81%

Meta com FGTS: abaixo de 3%/mês. Fonte: Brasil em Folhas

Um ano de consignado CLT: R$ 84 bi e juros em alta

O consignado privado completou um ano em março com R$ 84 bilhões em novos contratos e R$ 117,1 bilhões considerando operações migradas. Apesar do volume, as taxas de juros seguem elevadas: a média de 3,85% ao mês é mais que o dobro do consignado de aposentados (1,81%). Em fevereiro, os juros anuais bateram recorde de 59,4%.

Marinho reiterou que o governo não pretende estabelecer teto de juros. “Não faz parte do desejo botar teto, continuamos monitorando”, disse em coletiva do Caged. A regulamentação do FGTS como garantia já perdeu dois prazos anteriores (junho de 2024 e setembro de 2025) e depende de sistemas em desenvolvimento por Dataprev e Serpro. A margem consignável permanece em 35% da renda líquida, e o programa já movimenta mais de R$ 110 bilhões no total.

O que observar

A garantia do FGTS é o mecanismo que falta para o consignado CLT se aproximar das taxas do consignado público. Com colateral real (saldo + multa rescisória), o risco para o banco cai e a taxa deveria acompanhar. O histórico de prazos perdidos, porém, gera dúvida sobre a execução em junho. Para fintechs e bancos médios que operam no consignado privado, a redução de spread pode comprimir margens e forçar ganho de escala como compensação. A ausência de teto mantém a competição por taxa como principal alavanca de diferenciação.

Fontes: Valor EconômicoBrasil em FolhasLet’s Money

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