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HSBC e Standard Chartered estreiam blockchain da Swift

HSBC e Standard Chartered fizeram a primeira transação interbancária com depósito tokenizado na rede da Swift. Itaú é o único latino-americano no piloto.

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HSBC e Standard Chartered executaram a primeira transação interbancária no blockchain da Swift, usando depósitos tokenizados emitidos por dois bancos diferentes. Até aqui, esse tipo de dinheiro só circulava dentro da rede de uma única instituição. O Itaú Unibanco é o único banco latino-americano entre os 17 que vão pilotar a infraestrutura.

Depósito tokenizado: onde cada banco já opera

Serviço Alcance
Tokenised Deposit Service (HSBC) Ativo em 6 mercados: Reino Unido, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Singapura, Hong Kong e Luxemburgo
Moedas do serviço do HSBC Dólar americano, libra, euro e dólar de Singapura, entre outras
Depósito tokenizado (Standard Chartered) Ativo em 55 mercados

Alcance dos serviços de depósito tokenizado de cada banco. Fonte: Payment Expert

Como a transação rodou no blockchain da Swift

A Swift atuou como camada de orquestração segura: as obrigações foram casadas e compensadas entre os dois bancos antes da liquidação final pelos sistemas existentes. As obrigações resultantes ficaram registradas como obrigações de depósito tokenizado no Tokenised Deposit Service (TDS) do HSBC e na infraestrutura de depósito tokenizado do Standard Chartered.

“A transação de interoperabilidade do HSBC com o Standard Chartered via Swift é um marco para a promessa dos depósitos tokenizados”, disse Lewis Sun, head de moedas digitais do HSBC, em tradução do original em inglês. Segundo ele, a operação demonstra “como o dinheiro digital emitido por bancos pode ser interoperável entre instituições, mantendo a integridade e a supervisão regulatória do ecossistema financeiro existente”.

O registro entrou em uso inicial em 9 de julho de 2026, com 17 bancos de seis continentes se preparando para transações ao vivo. O grupo reúne ANZ, BNP Paribas, BNY, Citi, DBS, First Abu Dhabi Bank, FirstRand Bank, HSBC, Itaú Unibanco, Lloyds Bank, Mashreq, MUFG Bank, OCBC, Standard Chartered, UBS, UOB e Wells Fargo. O Itaú testa pagamento 24/7 no exterior na rede da Swift, mas não participou desta primeira operação.

Onde cada banco já opera depósito tokenizado

O TDS do HSBC está ativo em seis mercados e suporta dólar americano, libra, euro e dólar de Singapura, entre outras moedas. O banco leva depósito tokenizado aos Estados Unidos desde abril de 2026. Já o serviço do Standard Chartered está ativo em 55 mercados, e em julho de 2026 o banco virou o primeiro banco global a bancar emissão e resgate do USDC para clientes institucionais.

“Os depósitos tokenizados são um pilar central da estratégia de ativos digitais do Standard Chartered, que busca construir soluções ponta a ponta que permitam aos nossos clientes transacionar, liquidar e administrar liquidez e valor tokenizados através das fronteiras”, afirmou Mark Willis, head de pagamentos emergentes, serviços transacionais e ativos digitais do banco, em declaração publicada pelo Payment Expert. A disputa entre depósito tokenizado e stablecoin é o pano de fundo: para o Itaú, stablecoin e depósito tokenizado devem coexistir.

O que observar

O gargalo que interessa agora está fora da tecnologia. Bancos globais de transaction banking já mostraram que conseguem mover dinheiro tokenizado entre si; o que falta medir é se as tesourarias corporativas mudam de comportamento por causa disso. Vale acompanhar quantos pares de bancos repetem a operação nos próximos meses e se o volume sai do piloto para fluxo recorrente, já que a liquidação final continua passando pelos sistemas tradicionais, o que limita o ganho de janela operacional que o modelo promete.

Para o mercado brasileiro, a pergunta é outra. A presença de um banco nacional no grupo inicial coloca o país dentro de uma discussão que corre em paralelo ao Drex, enquanto emissores de stablecoin disputam exatamente o mesmo caso de uso de liquidez fora do horário bancário. Se a interoperabilidade prometida aqui se confirmar, instituições locais podem precisar de menos trilhos paralelos entre o doméstico e o internacional. Se não, o custo de manter integrações redundantes recai sobre quem opera tesouraria em vários fusos.

Fontes: FinextraPayment ExpertSwift

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