Ir para o conteúdo

InternacionalInternacional · fintech

Navi, 4º maior app do Pix indiano, capta US$ 100 mi

Prosus investe US$ 100 milhões na Navi, primeira captação institucional da fintech de Sachin Bansal, avaliada em cerca de US$ 1,3 bilhão rumo a IPO.

por

· 4 min

Atualizado em

Foto de Blogging Guide na Unsplash

A Navi, dona do 4º maior app do UPI, o Pix indiano, levantou US$ 100 milhões da Prosus na primeira captação institucional de seus oito anos de história. Fundada por Sachin Bansal, cofundador da Flipkart, a fintech é avaliada em cerca de US$ 1,3 bilhão no aporte, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pelo TechCrunch.

Oito anos bancada pelo próprio fundador

Bansal cofundou a Flipkart em 2007 e vendeu sua participação em 2018, pouco antes de o Walmart concluir a compra do controle da varejista por US$ 16 bilhões. No mesmo ano, criou a Navi em Bengaluru e injetou centenas de milhões de dólares do próprio bolso no negócio, que reúne pagamentos digitais, crédito, seguros e fundos de investimento. Em 2024, a startup chegou a buscar capital externo com valuation de cerca de US$ 2 bilhões, segundo o TechCrunch.

“A Prosus é um dos investidores mais respeitados do mundo, com um histórico excepcional de apoiar no longo prazo empresas de tecnologia que definem categorias”, disse Sachin Bansal, fundador e chairman executivo do Navi Group, em comunicado. O investimento ainda depende de condições usuais de fechamento e de aprovações regulatórias.

Do lado do investidor, a leitura é de execução. “Acreditamos que o time executou extremamente bem nos últimos 12 meses, apesar de um ambiente macro difícil”, disse Ashutosh Sharma, head de investimentos e M&A da Prosus na Índia, acrescentando que isso deixa a empresa bem posicionada para capturar oportunidades relevantes no setor.

Os números da Navi antes do IPO

No ano fiscal encerrado em março de 2026, a Navi registrou receita de 30,91 bilhões de rupias (cerca de US$ 323,3 milhões) e prejuízo líquido de 4,66 bilhões de rupias (US$ 48,7 milhões). A empresa diz atender centenas de milhões de usuários e afirma ter alcançado lucro consolidado no quarto trimestre fiscal de 2026.

O app da Navi é o quarto maior do UPI, o sistema público de pagamentos instantâneos da Índia, atrás de PhonePe, controlada pelo Walmart, Google Pay e Paytm. Em julho de 2026, processou mais de 947 milhões de transações, somando 483,18 bilhões de rupias (US$ 5,05 bilhões), segundo dados da NPCI citados pelo TechCrunch. O Let’s Money mostrou que o UPI, o Pix indiano, pode deixar de ser gratuito para lojas, discussão que afeta diretamente os apps que operam sobre o sistema. O braço de crédito Navi Finserv tem mais de 130 bilhões de rupias (US$ 1,4 bilhão) em ativos sob gestão.

Navi em números

Indicador Valor
Aporte da Prosus US$ 100 milhões
Valuation estimado cerca de US$ 1,3 bilhão
Receita (ano fiscal 2026) ₹ 30,91 bi (US$ 323,3 mi)
Prejuízo líquido (ano fiscal 2026) ₹ 4,66 bi (US$ 48,7 mi)
Transações UPI (julho de 2026) 947 milhões
Volume UPI (julho de 2026) ₹ 483,18 bi (US$ 5,05 bi)
Ativos sob gestão (Navi Finserv) ₹ 130 bi (US$ 1,4 bi)

Dados da captação e do ano fiscal 2026 da Navi. Fonte: TechCrunch

A captação chega com um IPO no radar. Segundo o TechCrunch, a Navi se prepara para levantar 30 bilhões de rupias (cerca de US$ 314 milhões) em uma oferta pública inicial. Em 2022, a empresa protocolou um IPO de US$ 440 milhões, mas abandonou o plano no ano seguinte com a queda do mercado de aberturas de capital. O movimento acompanha uma fila de fintechs indianas rumo à bolsa, como a PhonePe, que mira um IPO de até US$ 10,5 bilhões, e a Razorpay, que avança em oferta de US$ 600 milhões.

O que observar

A primeira dinâmica a acompanhar é a monetização. Apps que operam sobre trilhos públicos de pagamento instantâneo processam volumes bilionários sem cobrar do usuário, e a discussão sobre tarifar lojistas segue aberta na Índia. A pergunta é se fintechs de consumo conseguem converter essa base de transações em receita recorrente de crédito, seguros e investimentos, ou se a dependência de capital externo continua sendo o padrão da categoria.

A segunda é a janela de listagens. Com várias fintechs indianas encaminhando ofertas públicas, vale observar se aceitar valuation abaixo do pretendido para destravar capital institucional antes da abertura de capital vira prática comum, e como investidores globais de tecnologia vão precificar empresas que combinam escala de usuários com rentabilidade ainda recente.

Fontes: TechCrunchFinextraOutlook Business

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasNotícias
Ver a editoria

Mais artigos de Notícias

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.