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PicPay supera projeções no 4T25, mas ação despenca 22% na Nasdaq

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Foto: Reprodução

O PicPay entregou resultados acima das projeções em seu primeiro balanço desde o IPO na Nasdaq em janeiro, mas não evitou uma queda de 22,49% nas ações no dia seguinte à divulgação. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 188,2 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 136% na comparação anual e 78,6% sobre o trimestre anterior.

PicPay (PICS) — 4T25 e acumulado 2025
Receita 4T25
R$ 3 bi
+69% a.a. · +10% t/t
Lucro ajustado 4T25
R$ 188 mi
+136% a.a. · +78,6% t/t
Receita 2025
R$ 10,3 bi
Superou guidance em 4,5%
Lucro 2025
R$ 502 mi
+99% vs 2024
Ação PICS fechou a US$ 12,27 (-22,49%) no dia seguinte ao resultado.

Números que superaram o mercado

A receita trimestral totalizou R$ 3.014 milhões, crescimento de 69% sobre o 4T24, superando o guidance da companhia em 4,5%. No acumulado de 2025, a receita alcançou R$ 10,3 bilhões e o lucro somou R$ 502 milhões, praticamente o dobro do ano anterior. A companhia foi a única fintech entre sete brasileiras listadas nos EUA a fechar no positivo no dia da divulgação.

Analistas do Bank of America avaliaram que os resultados dão “confiança de que a gestão pode entregar o plano ambicioso para 2026”, que projeta expansão de aproximadamente 100% no lucro. O Citi mantém projeção de alta de 78% para o papel, reforçando a visão de que o desconto atual pode ser excessivo.

Guidance e estratégia para 2026

Para o primeiro trimestre de 2026, o PicPay projeta lucro ajustado de R$ 155 milhões, carteira de crédito de R$ 26,5 bilhões e receita de R$ 3,15 bilhões. A empresa espera que crédito represente cerca de 60% da receita total, com produtos garantidos chegando a 25%.

A aposta em crédito marca um pivô estratégico. O CEO do PicPay já havia sinalizado que a crise do Banco Master não alterou a visão da empresa sobre o setor, e a trajetória rumo ao IPO sempre teve o crédito como pilar de crescimento. O BB Investimentos também recomenda compra com projeção de alta de 32%.

O que observar

A queda de 22% no dia seguinte ao melhor trimestre da história do PicPay sugere que o mercado americano está precificando riscos macroeconômicos do Brasil mais do que os fundamentos da empresa. Se o PicPay cumprir o guidance de Q1, a tese de desconto excessivo ganha força.

Vale acompanhar a evolução da carteira de crédito e a inadimplência no segmento de produtos garantidos. A posição do PicPay no ranking de reclamações também será um indicador relevante de como a expansão de crédito impacta a experiência do cliente.

Fontes: Seu Dinheiro · CNN Brasil · Finsiders

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