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SegurançaPix · CyberGaeco

Quadrilha explora falha no Pix e movimenta R$ 150 mi

Grupo criminoso duplicava transferências usando vulnerabilidade no sistema e lavava dinheiro com criptoativos

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· 2 min

Atualizado em

Foto de Towfiqu barbhuiya na Unsplash

Uma organização criminosa explorou uma falha no Pix para duplicar transferências e movimentou mais de R$ 150 milhões em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A descoberta foi feita pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (CyberGaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro, que deflagrou a Operação Pecúnia Obscura nesta quarta-feira. Três dos quatro alvos já foram capturados.

A vulnerabilidade permitia que criminosos solicitassem simultaneamente a devolução de um Pix recebido e o envio de outro de igual valor para terceiros. O sistema não identificava saldo insuficiente e autorizava ambas as operações. Assim, o mesmo valor saía duas vezes da conta.

Como funcionava o esquema

A investigação começou após a empresa Dock Soluções em Meios de Pagamentos identificar a vulnerabilidade em seu sistema. Apenas nesse episódio, foram registradas 166 transações fraudulentas que geraram prejuízo superior a R$ 826 mil, segundo informações do O Globo.

O que parecia um golpe pontual revelou uma engrenagem muito maior. A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) descreve uma organização criminosa estável, com divisão clara de tarefas e uso sistemático de documentos falsos.

Prisões e apreensões

Yago de Araújo Silva, apontado como chefe da quadrilha, foi preso em Búzios, na Região dos Lagos. No local, foram apreendidos quatro motos aquáticas, um quadriciclo, uma lancha e dinheiro em espécie.

Celis de Castro Medeiros Junior e Alex Maylon Passinho, integrantes do núcleo maranhense responsável pela lavagem de capitais, também foram capturados. Saulo Zanibone de Paiva, considerado braço operacional do esquema, segue foragido. Equipes estiveram em sua casa de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes.

A organização lavava dinheiro por meio de empresas de fachada e criptoativos. As operações fraudulentas ocorreram entre 2021 e 2024, envolvendo 11 pessoas em uma estrutura hierarquizada e complexa. Para mais informações sobre segurança digital e crimes financeiros, confira as matérias sobre fraudes e proteção no sistema financeiro no Let’s Money.

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