Uma organização criminosa explorou uma falha no Pix para duplicar transferências e movimentou mais de R$ 150 milhões em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A descoberta foi feita pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (CyberGaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro, que deflagrou a Operação Pecúnia Obscura nesta quarta-feira. Três dos quatro alvos já foram capturados.
A vulnerabilidade permitia que criminosos solicitassem simultaneamente a devolução de um Pix recebido e o envio de outro de igual valor para terceiros. O sistema não identificava saldo insuficiente e autorizava ambas as operações. Assim, o mesmo valor saía duas vezes da conta.
Como funcionava o esquema
A investigação começou após a empresa Dock Soluções em Meios de Pagamentos identificar a vulnerabilidade em seu sistema. Apenas nesse episódio, foram registradas 166 transações fraudulentas que geraram prejuízo superior a R$ 826 mil, segundo informações do O Globo.
O que parecia um golpe pontual revelou uma engrenagem muito maior. A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) descreve uma organização criminosa estável, com divisão clara de tarefas e uso sistemático de documentos falsos.








