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Split Pay capta US$ 125 mi para BNPL de contas nos EUA

A americana Split Pay captou US$ 125 milhões em Séries A e B lideradas pela Khosla Ventures para levar o BNPL a despesas grandes, como aluguel e carro.

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· 3 min

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Shutterstock

A fintech americana Split Pay captou US$ 125 milhões em novo aporte, de acordo com reporte da Axios. As rodadas Séries A e B foram lideradas pela Khosla Ventures, com participação da Thrive Capital e de Max Levchin, presidente-executivo da Affirm. A proposta da startup de crédito é aplicar o modelo de compre agora, pague depois (BNPL) a despesas grandes e recorrentes, como aluguel, prestação de imóvel e financiamento de carro, e não às compras pequenas em que o parcelado nasceu.

A rodada da Split Pay em números

Item Detalhe
Aporte US$ 125 milhões (Séries A e B)
Investidor líder Khosla Ventures
Participação Thrive Capital e Max Levchin (CEO da Affirm)
Produto Divide a conta mensal em duas parcelas, mediante taxa
Despesas cobertas Aluguel, prestação de imóvel e carro

Resumo da rodada da Split Pay, reportada em setembro de 2026. Fonte: PYMNTS

Como a Split Pay funciona

O serviço permite que inquilinos ou quem paga prestação da casa dividam o pagamento mensal em duas parcelas, mediante uma taxa cobrada do usuário. Além da moradia, a empresa aplica o mesmo mecanismo a gastos como a prestação do carro. A tese é aproximar a economia do consumidor do funcionamento baseado em faturas das empresas, corrigindo o descompasso entre contas grandes, que chegam uma vez por mês, e salários, em geral pagos duas vezes por mês.

Por trás da operação está uma aposta, no estilo BNPL, de que a inteligência artificial pode ampliar a análise de crédito sem deixar as perdas fugirem do controle. O público-alvo são consumidores com menos de 40 anos. “O que descobrimos foi que nosso consumidor médio tinha US$ 90 mil de renda e gerava cerca de US$ 2.100 de fluxo de caixa, mas ainda passava aperto e vivia de salário em salário. A maior razão era o momento das contas”, disse Andrew Borovsky, cofundador e CEO da Split Pay e ex-executivo do Block, dono do Cash App.

BNPL como ferramenta de calendário

O movimento chega enquanto o BNPL deixa de ser apenas um recurso de compra e passa a servir para administrar o calendário das contas. Nos EUA, dados da PYMNTS Intelligence mostram que quase um terço dos trabalhadores horistas incorre em multas por atraso, cheque especial ou juros de cerca de US$ 50 pelo menos uma vez por mês. O problema, nesse recorte, é menos de renda e mais de tempo, já que a conta vence antes de o salário cair.

Esse é o mesmo terreno em que outras fintechs disputam espaço. Nos EUA, pesquisa da PYMNTS aponta que metade dos usuários de BNPL recorre ao modelo por necessidade, e não por conveniência.

Bancos tradicionais também avançam sobre o segmento. Nos EUA, o Bank of America lançou parcelamento no cartão para desafiar as fintechs de BNPL.

O que observar

A pergunta que fica é se o parcelado, desenhado para compras de varejo, se sustenta quando aplicado a despesas essenciais e recorrentes como moradia. Levar o BNPL para contas fixas amplia o mercado potencial, mas também eleva o risco: se o descompasso entre receber e pagar é o problema do consumidor, parcelar a conta pode aliviar um mês e comprometer o seguinte. Vale acompanhar se a análise de crédito por inteligência artificial consegue, de fato, expandir a concessão mantendo a inadimplência sob controle, e se o modelo entrega alívio de fluxo de caixa sem empurrar o usuário para uma nova camada de dívida.

Fontes: PYMNTSLet’s MoneyLet’s Money

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