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Visa e Banco Mundial dividem risco de pagamento digital

Visa e IFC vão compartilhar o risco de crédito de liquidação para levar pagamentos digitais a mercados emergentes, com US$ 200 milhões em cinco anos.

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· 3 min

Atualizado em

frantic00 / Shutterstock.com

A Visa e a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço voltado ao setor privado do Grupo Banco Mundial, anunciaram uma iniciativa conjunta de compartilhamento de risco para ampliar o acesso a serviços financeiros digitais em mercados emergentes. Pelo desenho do acordo, a IFC passa a assumir parte do risco de crédito envolvido na liquidação de transações da Visa vinculadas às instituições financeiras que aderirem ao programa.

A estrutura busca dar a essas instituições margem para levar pagamentos digitais a consumidores e pequenos negócios que hoje têm pouco acesso a serviços bancários. A previsão é de que o programa alcance cerca de US$ 200 milhões em riscos compartilhados ao longo de cinco anos, concentrado num primeiro momento na América Latina e no Caribe. A largada prevê 14 países e aproximadamente 50 instituições financeiras de menor classificação de risco.

A parceria Visa e IFC em números

Item Dado
O que é Compartilhamento do risco de crédito de liquidação das transações Visa
Escopo Cerca de US$ 200 milhões em risco compartilhado em cinco anos
Foco inicial 14 países da América Latina e do Caribe e cerca de 50 instituições financeiras
Participantes Visa e IFC (Grupo Banco Mundial)

Dados informados pelas empresas. Fonte: Visa

Como o risco é dividido

O ponto central do acordo está na repartição da exposição de liquidação. Ao dividir com a Visa a conta associada às operações das instituições financeiras participantes, a IFC reduz uma das barreiras que costumam afastar bancos e financeiras de menor porte da rede global de pagamentos da Visa. Segundo as duas organizações, a meta é dar a essas instituições condições de habilitar milhões de pessoas e pequenos negócios a poupar, consumir, tomar crédito e participar da economia formal.

O recorte alcança instituições com nota de crédito abaixo do grau de investimento, perfil que normalmente encontra mais dificuldade para se conectar a redes globais. Com acesso à infraestrutura de pagamentos da Visa, essas entidades ganham espaço para trazer novos públicos aos ecossistemas de pagamento digital dos mercados emergentes.

Na leitura das duas organizações, serviços financeiros digitais tendem a ganhar em velocidade, segurança e transparência nas transações, ao mesmo tempo em que abrem mais caminhos para que consumidores e empresas participem da economia global. É esse ganho de eficiência que, segundo elas, se converte em maior adesão de pequenos negócios e empreendedores aos meios digitais de pagamento nos países onde a rede bancária ainda é rasa.

O que dizem Visa e IFC

“O acesso aos pagamentos digitais pode ajudar a impulsionar oportunidades econômicas”, disse Paul Fabara, líder global de Riscos e Serviço ao Cliente da Visa. “Por meio desta parceria pioneira com a IFC, a Visa ajudará as instituições financeiras a oferecer soluções de pagamento seguras e confiáveis a mais pessoas e pequenas empresas em mercados emergentes. Juntos, podemos expandir a inclusão financeira e possibilitar que mais comunidades participem e se beneficiem da economia global.”

Para Mohamed Gouled, vice-presidente de Produtos e Clientes da IFC, a parceria retira travas à entrada dessas instituições no mercado. “Ao reduzir os obstáculos que limitam a participação das instituições financeiras, estamos facilitando o acesso de pequenas empresas e empreendedores em mercados emergentes a soluções de pagamentos digitais. Isso permitirá que elas alcancem novos clientes, expandam suas operações e gerem empregos. Em última análise, é assim que a inclusão financeira impulsiona o crescimento sustentável e gera um impacto duradouro.”

O que observar

A iniciativa começa concentrada na América Latina e no Caribe, o que coloca a região no centro de um teste sobre a eficácia de mecanismos de garantia para atrair instituições financeiras menores às redes de pagamento. Vale acompanhar quantas das cerca de 50 instituições previstas efetivamente aderem, como o risco compartilhado se distribui ao longo dos cinco anos e se o modelo chega a outros mercados emergentes.

Fontes: VisaIFC (Grupo Banco Mundial)

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