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Fusões e AquisiçõesInternacional · Blackstone

Vista Equity avalia opções e pode vender a Finastra

A gestora Vista Equity Partners contratou bancos de investimento e avalia opções para a Finastra, incluindo uma possível venda, segundo a Reuters.

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A gestora de private equity Vista Equity Partners chamou bancos de investimento e avalia opções para a Finastra, fornecedora de tecnologia financeira de seu portfólio, num movimento que pode incluir a venda total do ativo. A informação é da Reuters, republicada pela Finextra. Segundo a agência, o processo está em estágio inicial e ainda não há decisão fechada.

A Finastra fatiada, passo a passo

Movimento Detalhe
Criação (2017) Vista une a canadense D+H à britânica Misys
Maio de 2025 Vende Treasury and Capital Markets ao Apax por cerca de US$ 2 bilhões
Últimos meses Vende o core banking mid-market dos EUA ao Cora Group
Últimos meses Vende o Universal Banking à Pollen Street Capital
2026 Vista avalia opções: venda total, venda de fatia ou fusão

Desinvestimentos e movimentos societários da Finastra. Fonte: Finextra (Reuters)

O que a Vista está avaliando

De acordo com a Reuters, a Vista está em estágio inicial e as alternativas em cima da mesa podem incluir uma venda total, a venda de uma fatia da empresa ou uma fusão ou aquisição. Nenhum desses caminhos está definido. A agência afirma que já houve interesse de potenciais compradores, com a gestora Blackstone entre as que estariam avaliando uma oferta. Procuradas, Vista, Finastra, Morgan Stanley e Blackstone não quiseram comentar.

Sobre o tamanho de um eventual negócio, a Reuters escreve que a operação poderia avaliar a Finastra em “mais do que um valor na casa alta de um dígito em bilhões de dólares” (em tradução livre de “at more than high-single-digit billion dollars”). A cifra é uma faixa, não um preço acordado, e depende de qual formato a gestora escolher para o ativo.

Uma empresa que vem sendo fatiada

A Finastra nasceu em 2017, quando a Vista comprou a canadense D+H e a fundiu com a britânica Misys, que já estava em seu portfólio. Nos últimos meses, a companhia vem se desfazendo de partes do negócio: vendeu o portfólio de core banking mid-market dos Estados Unidos ao Cora Group e o negócio global de core banking Universal Banking à Pollen Street Capital.

O maior desses movimentos foi em maio de 2025, quando a empresa vendeu a unidade de Treasury and Capital Markets ao Apax Funds por cerca de US$ 2 bilhões, dentro de uma estratégia de destravar valor de partes de seu portfólio de produtos. A avaliação de opções para o restante do grupo se soma a uma onda de consolidação em software financeiro. Nos últimos meses, a ACI Worldwide acertou a compra da britânica Cranium Ventures, e a Nuvei anunciou a aquisição da Payoneer, sinais de que o dinheiro voltou a circular no setor.

O que observar

Provedores de core banking concentram sistemas críticos de milhares de instituições, o que torna qualquer troca de dono um tema sensível para os clientes. A pergunta é se a fatia final sai inteira para um único comprador, se é dividida entre gestoras ou se acaba em uma fusão. Também vale acompanhar como o desmembramento gradual de um provedor global afeta os bancos que dependem dessas plataformas e o apetite de fundos por ativos de tecnologia bancária num momento de valuations pressionados.

Fontes: Finextra (Reuters)

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