O Asaas criou uma vertical dedicada de crédito, contratou Paulo Augusto Forattini, ex-iFood Pago, para liderá-la e tem licença do Banco Central que amplia as ferramentas de captação além do FIDC. A fintech processa R$ 5 bilhões em TPV mensal e usa esse histórico de recebíveis como base para modelar crédito para PMEs.
A construção do braço de crédito do Asaas
| Período | Movimento |
|---|---|
| Core original | Cobranças e recebimentos para PMEs |
| 2024 | Lançamento do cartão de crédito PJ |
| 2025 | Antecipação de recebíveis e FIDC de R$ 100 mi |
| Jan 2026 | Licença SCFI do Banco Central |
| Mai 2026 | Vertical dedicada de crédito e VP de Política e Estratégia |
Trajetória de produtos de crédito. Fonte: Startups
A lógica de quem cobrava antes de emprestar
Forattini chega com 20 anos de mercado financeiro e a passagem mais recente pelo iFood Pago, onde crédito para pequenos negócios foi desenvolvido a partir de dados transacionais da plataforma de delivery. No Asaas, a premissa é a mesma: dados proprietários de pagamentos como substituto do score convencional para PMEs que historicamente não têm acesso a crédito bancário. “É muito mais fácil conceder crédito quando você tem o histórico dos recebíveis do cliente do que quando não o conhece bem”, diz Paulo Augusto Forattini, VP de Política e Estratégia de Crédito do Asaas.
Os primeiros produtos foram o cartão de crédito PJ, lançado em 2024, e a antecipação de recebíveis, em 2025, financiados com um FIDC de R$ 100 milhões captado no ano passado. O cartão ocupa papel estratégico: “é aquele com o qual o cliente se relaciona quase todos os dias”, permitindo entender o comportamento de consumo e abrir espaço para cross-sell. A fintech, que atraiu investimentos como o aporte de R$ 35 milhões da Vivo Ventures em 2025, tem como metas R$ 1 bilhão em receita até o fim de 2026 e R$ 2 bilhões em 2027.








