No Investor Day de quinta-feira (7), o Citi anunciou um programa plurianual de recompra de ações de US$ 30 bilhões e estabeleceu como meta atingir retorno sobre patrimônio líquido tangível (ROTCE) de 14% a 15% no período de 2029 a 2031, partindo de 8,8% registrado em 2025. Analistas do Royal Bank of Canada classificaram o alvo como “decepcionante no curto prazo”.
ROTCE: Citi vs. pares (Q1 2026)
| Banco / Referência | ROTCE |
|---|---|
| JPMorgan Chase (Q1 2026) | 23% |
| Goldman Sachs (Q1 2026) | 21,3% |
| Bank of America (Q1 2026) | 16% |
| Wells Fargo (Q1 2026) | 14,5% |
| Citi: Q1 2026 (efetivo) | 13,1% |
| Citi: meta 2027-2028 | 11% a 13% |
| Citi: meta 2029-2031 | 14% a 15% |
Dados do Investor Day do Citi e resultados do primeiro trimestre de 2026. Fonte: Banking Dive
O motor reconstruído, o ROTCE a construir
Cinco anos após Jane Fraser assumir o banco, o Citi encerrou a fase mais pesada da reestruturação: saiu de 13 mercados de varejo bancário no exterior e avança na venda do Banamex ao mercado mexicano. O deslocamento de vagas de tecnologia para a Índia e a reforma nos sistemas regulatórios, 90% concluída segundo o banco, completam o quadro de uma reorganização declarada encerrada antes deste Investor Day.
“Este é um banco construído para crescer e ter um desempenho consistente, e é isso que sustenta o caminho para atingirmos nossas metas de retorno”, disse Fraser. A meta de curto prazo, de 11% a 13% de ROTCE para 2027 e 2028, gerou estranheza: no primeiro trimestre de 2026, o Citi já registrou 13,1% de ROTCE, já no teto do intervalo projetado para anos à frente. Analistas do UBS apontaram que parte do mercado esperava meta “mais ambiciosa” de 15% ou mais para um horizonte menor.
Tim Piechowski, gestor da Alpine Capital Research, adotou tom diferente: “as metas estabelecidas hoje parecem ter sido definidas para serem superadas, em vez de serem apenas aspirações”. A série de saídas de mercado e baixas contábeis dos últimos anos deixa pouco espaço para novas surpresas negativas estruturais, o que dá suporte ao argumento de que as metas refletem conservadorismo calculado.








