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Itália reforça controle na Nexi com CVC mirando US$ 9 bi

CDP Equity eleva participação na Nexi a até 29,9% para reforçar controle estatal enquanto CVC pondera oferta de US$ 9 bilhões pela empresa.

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· 2 min

Atualizado em

Foto: Reprodução

O braço de investimentos do banco estatal italiano Cassa Depositi vai elevar sua participação na Nexi de pouco mais de 19% para até 29,9%, reforçando o controle da Itália sobre sua maior processadora de pagamentos, enquanto o fundo americano CVC estuda uma oferta de US$ 9 bilhões pela empresa.

Nexi: disputa por controle em números

Dado Detalhe
Participação atual da CDP Pouco acima de 19%
Participação proposta Até 29,9%
Queda das ações (4 anos) -65%
Oferta potencial da CVC (FT, abr/2026) US$ 9 bilhões
CDP sobre OPA Sem planos de oferta pública

Posicionamento acionário e oferta potencial na Nexi. Fonte: Finextra

Pressão sobre taxas e queda de 65% abriram espaço para a CVC

As ações da Nexi acumulam queda de cerca de 65% nos últimos quatro anos, pressionadas pela compressão das taxas cobradas de provedores de pagamento europeus e pela concorrência crescente de fintechs. Foi nesse contexto que o grupo de private equity americano CVC passou a estudar uma aquisição: segundo reportagem do Financial Times do mês passado, a oferta seria de US$ 9 bilhões, mas condicionada ao apoio do governo italiano. A CDP, que já é acionista da Nexi, não aparece favorável à operação.

A CDP Equity anunciou que o aumento da participação visa à estabilidade acionária e que não há planos de lançar uma oferta pública de aquisição. O movimento dá ao governo italiano mais influência sobre a Nexi, considerada parte da infraestrutura financeira estratégica do país. A compressão de margens não é exclusiva da Nexi no continente: as ações da Adyen também despencaram 20% após guidance cauteloso no início do ano, sinalizando pressão setorial ampla sobre processadoras europeias de pagamentos.

O que observar

O patamar de 29,9% não é neutro: no mercado italiano, ultrapassar 30% em empresa listada desencadeia obrigação de oferta pública. Ao manter a participação abaixo desse limiar, o banco estatal garante poder de bloqueio sem assumir o controle integral nem deflagrar uma OPA, que custaria significativamente mais. É um movimento defensivo calibrado para maximizar influência ao menor custo regulatório.

Para processadoras de pagamentos europeias com desempenho acionário pressionado, o episódio revela um padrão crescente: governos europeus têm reforçado participações em infraestruturas financeiras estratégicas quando valuations ficam deprimidos. A questão central é se o aumento de participação estatal é suficiente para desincentivar a oferta do fundo de private equity ou apenas adia a decisão, a depender de quão firme for o apoio governamental a uma eventual aquisição.

Fontes: FinextraPaySpace MagazineLet’s Money: Nexi e Google CloudLet’s Money: Ações da Adyen

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