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Reap e TerraPay ampliam corredores locais com stablecoin

Reap e TerraPay firmam parceria para liquidar pagamentos B2B por clearing doméstico, substituindo bancos correspondentes em quatro regiões.

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· 3 min

Atualizado em

A Reap e a TerraPay anunciaram parceria para liquidar pagamentos corporativos internacionais por sistemas de clearing domésticos em quatro regiões, conectando a tesouraria nativa de stablecoin da Reap à rede de API única e licenciada da TerraPay sem intermediação de bancos correspondentes.

Banco correspondente vs. clearing local direto

Critério SWIFT correspondente Reap + TerraPay
Prazo de liquidação Dias úteis Via clearing local (mais rápido)
Custo estimado 1% a 1,5% ou mais Taxas fixas menores
Arquitetura Múltiplos intermediários API única, roteamento inteligente
Cobertura da parceria Rede global de correspondentes AMER N, Europa, APAC, Oriente Médio

Comparativo entre modelos de liquidação internacional. Fonte: FFNews

US$ 120 bilhões em taxas e 62% dos tesoureiros insatisfeitos

Pagamentos internacionais via redes de bancos correspondentes acumulam coletivamente US$ 120 bilhões por ano em taxas de transação, incluindo spreads cambiais, tarifas bancárias e encargos de intermediários. Para quase 62% dos clientes corporativos de grandes bancos, o processamento lento é apontado como o principal problema nesse modelo, segundo relatório do JP Morgan de 2025.

A dependência de transferências com múltiplas etapas adiciona tempo e custo a cada banco na cadeia. Para empresas com tesouraria distribuída em diferentes mercados, a imprevisibilidade no prazo de liquidação gera ineficiência operacional direta. “O futuro dos pagamentos internacionais não se resume apenas à velocidade, mas também ao design da infraestrutura […] A plataforma da Reap permite que as empresas implementem liquidez com eficiência, enquanto a TerraPay fornece a conectividade ferroviária doméstica necessária para a liquidação local em conformidade com as regulamentações”, disse Daren Guo, cofundador da Reap.

Stablecoin na tesouraria, API local na liquidação

A arquitetura integrada combina o mecanismo de orquestração de pagamentos da Reap, que roteia transações de forma inteligente, com o acesso direto da TerraPay a sistemas de compensação nacionais via API única licenciada. O resultado é liquidação no clearing doméstico, com taxas fixas menores e maior eficiência de capital para gestores de tesouraria com operações globais.

“Para empresas globais, o verdadeiro desafio não é enviar um pagamento, mas sim gerenciar a liquidez em diferentes mercados quando a liquidação é lenta e imprevisível […] Nossa parceria com a Reap resolve esse problema ao combinar seus recursos programáveis de tesouraria com a rede global da TerraPay”, disse Ani Sane, diretor de negócios e cofundador da TerraPay.

O anúncio ocorre oito dias após a Payward revelar a aquisição da Reap por até US$ 600 milhões, negócio ainda sujeito a aprovações regulatórias. A operação combina as licenças da Payward na União Europeia e nos Estados Unidos com a presença da Reap na Ásia e na América Latina. A parceria com a TerraPay acrescenta conectividade de clearing local a essa base regulatória em expansão. O movimento reflete uma tendência mais ampla no mercado: infraestruturas que contornam bancos correspondentes via pagamentos cross-border com stablecoins ganham espaço ao lado de modelos como o novo trilho de pagamentos internacionais da Muevy.

O que observar

A combinação de tesouraria em stablecoin com acesso direto a sistemas de clearing domésticos contorna a cadeia de bancos correspondentes. A viabilidade em múltiplas jurisdições depende do escopo regulatório das licenças de cada operador local, que variam por país e tipo de sistema de compensação. O grau de harmonização entre as jurisdições cobertas determina a consistência dos prazos prometidos.

Os fatores operacionais mais relevantes são a performance dos SLAs de liquidação quando o volume cresce e a evolução do modelo de câmbio na interface entre tesouraria em stablecoin e clearing em moeda local. Intermediários financeiros cujas margens dependem de spreads cambiais em transferências internacionais são os atores mais diretamente impactados por infraestruturas desse tipo. Vale acompanhar o ritmo de expansão da cobertura de corredores além das quatro regiões iniciais e os padrões regulatórios emergentes para pagamentos baseados em stablecoin nas principais jurisdições.

Fontes: FFNewsBriefGlanceLet’s MoneyLet’s Money

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