O Santander reforçou sua posição na Ebury, fintech de pagamentos transfronteiriços para PMEs: a participação sobe de 50,1% para 55% em uma rodada de £550 milhões liderada pela Centerbridge Partners. O plano de abertura de capital previsto para 2025 foi descartado após a volatilidade provocada pelas tarifas de Donald Trump.
Ebury: composição da rodada de £550 milhões
| Investidor | Papel na rodada |
|---|---|
| Centerbridge Partners | Novo investidor, líder da rodada |
| Santander | Reinvestidor; £50 mi, participação sobe para 55% |
| Vitruvian Partners | Reinvestidor |
| 83North | Reinvestidor |
Composição da rodada de £550 milhões da Ebury. Fonte: Ebury
Da tentativa de IPO ao novo ciclo de capital
O Santander entrou na Ebury como acionista majoritário em 2020. Desde então, a fintech cresceu mais de 30% ao ano em receita e hoje atende mais de 27 mil empresas em 160 países, com pagamentos em 140 moedas e presença em 30 mercados regulados. A plataforma oferece câmbio, contas multidivisa e financiamento ao comércio exterior para PMEs que operam entre fronteiras.
| Métrica Ebury | Dado |
|---|---|
| Clientes | 27.000+ empresas |
| Cobertura | 160 países, 140 moedas |
| Mercados regulados | 30 |
| Crescimento de receita | +30% ao ano desde 2020 |
A rota original era um IPO em Londres. O Let’s Money reportou em setembro de 2025 a retomada do plano de abertura de capital, com expectativa para o segundo trimestre de 2026. A volatilidade gerada pelo regime de tarifas de Trump tornou o mercado desfavorável e a saída via bolsa foi descartada. No lugar do IPO, o Santander optou por uma nova rodada privada e ampliou sua fatia. “Essas transações apoiam tanto o crescimento contínuo da Ebury quanto o foco do Santander na alocação disciplinada de capital e na criação de valor”, afirmou Ana Botín, presidente executiva do Santander.
Os recursos serão direcionados para desenvolvimento de produto, expansão geográfica e aprimoramento de capacidades de IA para otimizar o processamento de pagamentos e as soluções de câmbio. A conclusão da transação está prevista para o primeiro trimestre de 2027, sujeita a aprovações regulatórias. O movimento se insere na estratégia mais ampla do grupo, que em março conduziu os primeiros pagamentos por agentes de IA em cinco países da América Latina.








