O crescimento do Banking as a Service colocou uma pergunta incômoda na mesa dos bancos: quem responde quando o parceiro erra. Para Euricion Murari, diretor de Inovação e Serviços da ABBC, a resposta não muda com a terceirização. “O risco está compartilhado, diluído; a responsabilidade perante o regulador, não”, afirmou em painel do Febraban Tech na terça-feira, 25 de agosto.
Na prática, isso significa que uma instituição financeira não deixa de responder ao Banco Central porque determinada atividade foi executada por um parceiro ou por um Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI). A contratação de terceiros passa a exigir mecanismos de acompanhamento, controles de segurança, gestão de acessos, monitoramento e plano de resposta a incidentes.
Quem estava na mesa
| Nome | Entidade |
|---|---|
| Euricion Murari | ABBC |
| Eduarda Davidovic | Febraban |
| Regina Pedroso | ABToken |
| Sergio Costantini | ABFintechs |
| Bruno Diniz | Spiralem Innovation Consulting |
Composição do painel divulgada pela ABBC em agosto de 2026.
Da corrida do ouro para a conta dos controles
Murari descreveu um mercado que sai de um ciclo de expansão rápida, com muitos modelos novos surgindo ao mesmo tempo, para outro em que a prioridade é fazer a operação funcionar com controle proporcional ao risco que ela carrega. “Estamos passando por um momento em que a gente sai da corrida do ouro e vai para uma visão mais sustentável”, disse. Sobre a relação entre os bancos associados e as fintechs, ele foi direto: “Os associados da ABBC são um verdadeiro laboratório para as fintechs.”
O ponto de atenção é a extensão da cadeia. Quanto mais serviços são terceirizados, maior a necessidade de saber exatamente quais empresas estão nela, o que cada uma executa e quais controles adota. Uma falha em um fornecedor de tecnologia chega ao cliente final mesmo quando a instituição não desenvolveu aquela tecnologia. O setor já projeta que a regulação reduza o BaaS a até 40 provedores.








