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Ativos de Vorcaro na Flórida são alvo de investigação

Justiça americana intima galerias e leilões para rastrear obras de arte e imóveis ligados ao banqueiro do caso Banco Master

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Fonte: Google Earth

A investigação sobre o caso Banco Master avança nos Estados Unidos. O liquidante da instituição, representando o Banco Central, protocolou pedido na Justiça federal de Miami para intimar 22 entidades ligadas a Daniel Vorcaro, ex-CEO e controlador do banco. O objetivo é rastrear obras de arte, imóveis de luxo e outros ativos na Flórida que possam ser usados para recuperar recursos em meio ao que pode se tornar a maior fraude bancária da história do Brasil.

Galerias de prestígio e mansão milionária na mira

Entre os alvos das intimações estão galerias de peso como Gagosian e Pace Gallery, além das casas de leilão Sotheby’s e Christie’s. As autoridades brasileiras buscam informações sobre transações envolvendo obras de artistas renomados como Jeff Koons, Pablo Picasso e Andy Warhol. Também está no radar uma mansão de 2.200 metros quadrados a oeste de Orlando, comprada pelo pai de Vorcaro por US$ 32 milhões, valor recorde na região.

Segundo a Bloomberg Línea, a defesa do banqueiro contestou as intimações argumentando que o liquidante não teria direito de buscar bens pessoais do executivo. Uma audiência sobre o tema está marcada para 4 de março na Justiça americana.

Expansão internacional e o colapso do Master

A disputa judicial revela detalhes sobre as ambições de Vorcaro nos Estados Unidos. Executivos ligados ao banqueiro criaram a Salarly, fintech de empréstimos sediada em Miami com licença para operar em quatro estados americanos. A empresa tem origem na CredCesta, operação de crédito consignado que pertencia ao Banco Master, e planejava investir US$ 20 milhões em cinco anos com recursos do banco brasileiro.

O Banco Master foi liquidado em novembro após Vorcaro ser preso pela Polícia Federal sob acusação de fraude bilionária na venda de carteira para o BRB. O rombo pode superar R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos. Na ocasião da prisão, foram apreendidos um jato de US$ 38 milhões, além de obras de arte, relógios e joias avaliados em milhões de dólares. O caso expõe os bastidores do estilo de vida luxuoso do banqueiro e a tentativa de internacionalizar operações enquanto construía uma das maiores fraudes do setor financeiro brasileiro.

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