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PesquisaInternacional · Banco digital

Bancos digitais: 44% dos usuários já preferem carteiras

Relatório PYMNTS com 2.071 americanos: 44% dos clientes de banco digital preferem carteiras, quase o dobro da taxa bancária geral.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Reprodução

Pesquisa da PYMNTS Intelligence com 2.071 consumidores americanos mostra que 44,6% dos clientes de bancos digitais preferem carteiras digitais a cartões, quase o dobro da taxa observada na população bancária geral, e que 72% dos consumidores substituiriam cartões de débito por pagamento direto via conta se houvesse recompensas e proteção ao comprador.

Usuários de banco digital vs. população bancária geral

Indicador Banco digital Geral
Preferência por carteiras digitais 44,6% ~22% (aprox. metade)
Millennials ou Geração Z 56% 45%
Renda abaixo de US$ 50 mil/ano 52,2% 30,8%
Migrariam transações para Pay by Bank (c/ incentivos) 35,4% 25,3%
Potencial de migração no pag. de contas 32% n/d

Pesquisa com 2.071 consumidores americanos, PYMNTS Intelligence com Trustly. Fonte: PYMNTS

O perfil de quem usa banco digital nos EUA

O relatório, elaborado pela PYMNTS Intelligence em parceria com a Trustly, desenha um perfil demograficamente distinto: 56% dos consumidores que usam bancos digitais como instituição principal são millennials ou da Geração Z, contra 45% na população bancária geral. Os millennials, isoladamente, representam 38% dos usuários de bancos digitais. A renda também separa os dois grupos: 52,2% dos clientes de bancos digitais ganham menos de US$ 50.000 por ano, frente a 30,8% na amostra geral, e apenas 6,7% relatam renda familiar acima de US$ 150.000.

O comportamento de pagamento acompanha o perfil. A preferência por carteiras digitais se estende por todas as categorias de gasto: mais da metade dos usuários de bancos digitais opta por carteiras em aplicativos de transporte, e 60,3% as usa em transações relacionadas a jogos de azar. Assinaturas e compras no varejo também lideram a preferência nesse grupo. O padrão sugere que esses consumidores já tratam o pagamento via aplicativo como comportamento padrão, não como alternativa. O movimento não é isolado: dados anteriores apontam que 42% dos usuários avançados já reduzem o uso de buscadores à medida que carteiras digitais aceleram a inovação em pagamentos.

Pay by Bank: onde está o potencial e onde está a resistência

O relatório posiciona o pagamento direto via conta bancária como substituto mais plausível do cartão de débito do que do crédito. Hoje, apenas 12,2% dos consumidores já o consideram uma alternativa ao débito. O potencial de reversão é alto, mas condicionado: mais de 60% afirmaram que reconsiderariam essa visão se recompensas ou proteção ao comprador fossem adicionados à experiência. Com ambos os incentivos, os consumidores estimam que migrariam 25,3% de suas transações diretas para esse modelo. Entre usuários de bancos digitais, esse número sobe para 35,4%, com potencial de migração de 32% especificamente no pagamento de contas.

O principal fator de atração entre os clientes de bancos digitais é a possibilidade de receber dinheiro imediatamente, citado por 43,1% como o fator mais relevante. Em sentido oposto, cerca de 25% dos consumidores afirmaram que nenhum incentivo aumentaria seu interesse no modelo, sinalizando resistência estrutural que a oferta de recompensas não resolve sozinha.

O que observar

O gap entre intenção e comportamento é o dado mais relevante do relatório: 72% dizem que substituiriam débito por pagamento via conta com os incentivos certos, mas apenas 12,2% fazem essa associação hoje. A distância entre esses números revela que o mercado depende mais de redesenho de produto do que de mudança cultural. A questão operacional é quem absorve o custo das recompensas e da proteção ao comprador: se for o provedor do pagamento, a equação de rentabilidade muda radicalmente em relação ao modelo do cartão de débito, que opera com interchange estabelecido.

O Pix mostrou que pagamento direto via conta pode escalar rapidamente quando a infraestrutura é simples e ubíqua, mas o contexto regulatório americano é diferente: não há mandato central e os incentivos competitivos são fragmentados entre múltiplos players. Veja como o Pix e o Open Finance transformam o Brasil em laboratório global de pagamentos, um contraste direto com o estágio de adoção descrito no relatório. O estudo foi elaborado em parceria com empresa que atua diretamente no segmento de Pay by Bank: os dados são metodologicamente sólidos, mas o enquadramento dos resultados favorece o argumento de que o mercado está pronto para escalar. Vale ler os percentuais com esse filtro.

Fontes: PYMNTS

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