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MicrocréditoCrédito · Crédito

Prefeitura de SP e Banco do Povo liberam R$ 200 mi

Linhas de microcrédito têm juro de 0,35% a 0,80% ao mês, até R$ 21 mil por operação e prazo de 36 meses, com curso de qualificação obrigatório.

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Alf Ribeiro / Shutterstock.com

O Banco do Povo Paulista liberou R$ 200 milhões em linhas de microcrédito produtivo para micro e pequenos empreendedores da capital paulista, depois que a Prefeitura de São Paulo retomou o convênio com o programa. As taxas variam de 0,35% a 0,80% ao mês, o valor por operação vai até R$ 21 mil e o prazo de pagamento chega a 36 meses, com carência de até 90 dias.

O público inclui empreendedores informais, microempreendedores individuais, microempresas, empresas de pequeno porte e produtores rurais. Na capital, quem acompanha o processo de concessão é o Cred Sampa, programa da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADE SAMPA), ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.

As condições da linha

Item Condição
Total liberado R$ 200 milhões
Taxa de juros De 0,35% a 0,80% ao mês
Valor por operação Até R$ 21 mil
Prazo de pagamento Até 36 meses
Carência Até 90 dias
Quem pode pedir Informais, MEIs, MEs, EPPs e produtores rurais

Condições divulgadas pela Prefeitura de São Paulo em agosto de 2026. Programa: ADE SAMPA

Curso obrigatório e avalista para quem é informal

O acesso tem porta de entrada com requisito. É obrigatório concluir um dos cursos de qualificação disponibilizados no site do programa. Além disso, o interessado precisa exercer atividade produtiva no município de São Paulo, não ter restrição cadastral no CADIN Estadual nem no Serasa, não ter empréstimo ativo na instituição e apresentar a documentação exigida. Empreendedores informais precisam de um avalista, que não pode ser o cônjuge.

Formais podem solicitar direto pelo novo sistema digital do Banco do Povo. Informais precisam ir à agência para orientação da ADE SAMPA, que faz a identificação da linha adequada ao perfil e visita técnica. A avaliação, a aprovação e a liberação dos recursos são responsabilidade exclusiva do Banco do Povo, e depois da liberação é preciso comprovar o uso do crédito.

O gargalo que a linha tenta atacar

O crédito é um dos entraves mais citados por quem toca negócio pequeno, sobretudo nas periferias e na fase inicial. Segundo o Relatório de Inteligência: Barreiras de Acesso ao Crédito, divulgado pelo Sebrae em 2025, a dificuldade de obter crédito compromete a capacidade de investimento e expansão dos negócios e pode ameaçar a sustentabilidade financeira de quem depende de recursos externos para equilibrar caixa.

“Ampliar o acesso ao microcrédito é fundamental para que pequenos empreendedores consigam investir, crescer e gerar renda […]”, afirma Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Do lado estadual, Jorge Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico, define o programa como política pública para “micro e pequenos empreendedores que buscam alavancar seu negócio e expandir sua atividade”. O segmento vinha de um teto de microcrédito congelado por oito anos até o Senado destravar o reajuste, e a disputa por essa carteira cresceu quando o Itaú saltou para 16,4% do microcrédito.

O que observar

Programa público de microcrédito costuma tropeçar na execução, não no anúncio. O desenho aqui separa quem orienta de quem decide: a agência municipal faz triagem e visita técnica, mas aprovação e liberação ficam com a instituição estadual. É esse encaixe que determina quanto do valor anunciado vira contrato assinado. Vale acompanhar a taxa de conversão entre atendimento e desembolso, e se a exigência de avalista para o público informal, justamente o mais desassistido, não vira o filtro que esvazia a política.

Fontes: ADE SAMPALet’s MoneyLet’s Money

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