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Block vai abrir score do Cash App a credores nos EUA

Block vai levar o Cash App Score a credores externos nos EUA pela Nova Credit. Em casa, ele aprova 38% mais clientes que o tradicional, à mesma taxa de perda.

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A Block vai abrir o Cash App Score, modelo de crédito construído sobre a movimentação financeira dos usuários do aplicativo, a credores de fora da companhia nos EUA. A distribuição ficará com a Nova Credit. Na linha de crédito do próprio Cash App, segundo a empresa, a tecnologia aprova 38% mais clientes à mesma taxa de perda dos scores tradicionais.

O que a Block coloca dentro do score

O Cash App Score já começou a chegar aos clientes do aplicativo. A nota é alimentada por sinais de primeira mão do ecossistema do Cash App: gasto, poupança, comportamento de pagamento, depósito de salário e atividade entre pessoas (P2P). O cliente pode ver o próprio score na aba Money. Diferente dos scores tradicionais, o modelo pesa o comportamento financeiro corrente, em tempo quase real, e não apenas o histórico de crédito.

“Construímos o Cash App Score para enxergar a atividade financeira de milhões de pessoas que o sistema de crédito tradicional não vê, e hoje é a mesma tecnologia que está no centro de como gerimos crédito em toda a Block”, afirmou Juan Hernandez, head de crédito e underwriting da Block, no comunicado de 1º de setembro de 2026.

Os números vêm da operação da própria Block. No Cash App Borrow, linha em que a tecnologia roda há mais tempo, ela aprova 38% mais clientes à mesma taxa de perda dos scores tradicionais, e cerca de 70% dos clientes ativos têm score FICO, referência de crédito ao consumidor nos EUA, abaixo de 580. A empresa aponta ainda potencial de aprovar 30% mais financiamentos de veículo e 28% mais pedidos de cartão de crédito, a taxas de perda comparáveis às dos métodos tradicionais.

O que a Block diz medir com o Cash App Score

Indicador Número declarado
Clientes aprovados a mais no Cash App Borrow, à mesma taxa de perda 38%
Clientes ativos do Borrow com score FICO abaixo de 580 cerca de 70%
Potencial de aprovar mais financiamentos de veículo 30%
Potencial de aprovar mais pedidos de cartão de crédito 28%

Números declarados pela Block no comunicado de 1º de setembro de 2026. Fonte: Block

Como o score vai chegar a outros credores

A entrega vai passar pela Cash Flow Intelligence Platform, plataforma de inteligência de fluxo de caixa da Nova Credit, embutida nas esteiras de análise de crédito (underwriting) que os credores já usam, sem novo credenciamento do consumidor. Eles poderão usar o score em cartão de crédito, financiamento de veículo, financiamento de aparelho, crédito pessoal e análise de inquilino, áreas em que o Cash App não compete. Quem vai definir o compartilhamento é o cliente do aplicativo.

Do lado da Nova Credit, o acordo vai dar aos credores “uma ferramenta única para desenvolver uma visão mais rica e em tempo quase real de dezenas de milhões de americanos em busca de crédito”, nas palavras de Misha Esipov, cofundador e CEO da empresa. As duas companhias vão detalhar a parceria em Nova York, em 10 de setembro de 2026.

Dado transacional como insumo de crédito já circula em outros mercados. No Brasil, o Banco do Brasil usa o histórico de ganhos de entregadores do iFood na análise de crédito, a Serasa atualiza score de crédito em 20 segundos a partir do Pix e o Open Finance abastece modelos complementares de score.

O que observar

O teste de um score nascido dentro de um aplicativo é quanto ele vale fora dele. O desempenho em carteiras de terceiros é a variável em aberto. Vale acompanhar se o ganho de aprovação relatado em crédito de curto prazo se sustenta em prazos longos, onde o horizonte de risco é de anos e não de semanas.

Para os bureaus de crédito, a questão é de posicionamento: se carteiras digitais com base transacional própria passam a distribuir score por conta, o comportamento de pagamento deixa de ser insumo exclusivo de quem consolida histórico de dívida. Um score que nasce de um aplicativo depende da base cativa dele; num arranjo regulado de compartilhamento, como o Open Finance, o mesmo sinal circula entre instituições sob consentimento definido em regra pública.

Fontes: FinextraBlockPYMNTS

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