A Bull levantou uma rodada seed de R$ 20 milhões liderada pelos fundos Maya e Caravela. A Canary, que liderou a primeira captação da fintech de consignado privado, voltou como participante. É o segundo aporte institucional em menos de um ano, e o dobro da rodada anterior.
As duas rodadas da Bull
| Rodada | Valor | Quem liderou | Quem participou |
|---|---|---|---|
| Pré-seed, em outubro de 2025 | R$ 10 milhões | Canary | Endeavor, por meio do Scale Up Ventures |
| Seed, em setembro de 2026 | R$ 20 milhões | Maya e Caravela | Canary |
Rodadas de captação da Bull. Fonte: Startups
Para onde a Bull diz que vai o dinheiro da rodada seed
A companhia afirma que o cheque vai reforçar a própria plataforma: cibersegurança, camada de dados, inteligência artificial no núcleo do produto e calibragem dos modelos de decisão. Entra na conta a automação de processos, que segundo ela deve cortar custo operacional. “A plataforma opera na nuvem com dados próprios e toda a governança sobre eles. Agora, queremos trazer a parte de inteligência de cybersecurity e implementar IA no core do produto”, afirmou José Pires Neto, cofundador e COO da Bull.
O segundo destino citado pelo executivo é comercial. “Queremos dar mais visibilidade à marca, além de investir em awareness e go-to-market”, disse. Sobre voltar ao mercado tão cedo, ele afirmou que se trata de “um capital para continuar crescendo sem ter um gargalo”, e que boa parte do dinheiro da captação anterior segue em caixa.
A CEO destaca dois diferenciais da companhia: o custo para quem contrata e a inteligência de crédito. Parte do cheque vai para essas frentes. “Tínhamos como meta colocar o MVP no ar, com infraestrutura white label […]. O produto foi muito bem aceito pelo mercado”, afirmou Juliana Freitas, cofundadora e CEO da Bull. Segundo ela, a plataforma passou de 20 clientes de porte médio e grande. A fintech levantou R$ 10 milhões em rodada pré-seed em outubro de 2025 e, desde abril, mira R$ 1 bilhão em consignado privado. À Startups, disse querer chegar a esse volume em operações de crédito antes de 2026 acabar, e espera passar de R$ 100 milhões por mês em originação no terceiro trimestre de 2026.








