A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou o FUTURES Act, projeto que busca dar aos reguladores financeiros ferramentas digitais melhores, segundo reportou o FedScoop nesta quarta-feira (16). O texto passou por 417 votos a 7 e obriga agências como Federal Reserve, CFPB e FDIC a mapear as próprias defasagens tecnológicas para o Congresso. Aprovado só na Câmara, ainda não é lei.
O que o FUTURES Act determina
| Etapa | O que prevê |
|---|---|
| Placar na Câmara | Aprovado por 417 votos a 7 |
| Autoavaliação | Federal Reserve, CFPB e FDIC reportam ao Congresso suas capacidades técnicas |
| Compra de tecnologia | Derrubar barreiras de aquisição (procurement) |
| Lacunas | Planos para fechar brechas tecnológicas encontradas |
| Revisões | Novas avaliações a cada cinco anos |
FUTURES: Fostering the Use of Technology to Uphold Regulatory Effectiveness in Supervision. Fonte: PYMNTS
Um raio-X da tecnologia dos supervisores
A lógica do projeto é diagnóstica antes de ser corretiva. Em vez de comprar sistemas na canetada, o texto manda cada agência olhar para dentro e admitir onde está atrasada. A avaliação vai ao Congresso, que então tentaria remover os entraves de aquisição e fechar as brechas mais óbvias. Depois disso, as revisões se repetem em ciclos de cinco anos, um mecanismo pensado para que a fotografia não envelheça.
“Em termos simples, não dá para ajudar nossos reguladores a modernizar a tecnologia para a era digital se não conhecemos os desafios que eles enfrentam, sejam lacunas de talento, barreiras de compra ou pontos cegos tecnológicos”, afirmou Marlin Stutzman, deputado por Indiana e um dos coautores do projeto. Ele sustenta que cobrar autoavaliações das agências deveria ser trivial, já que bancos e cooperativas de crédito passam por revisões trimestrais de tecnologia, testes internos e diligência sobre cada fornecedor.








