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Regulação CriptoInternacional · Coinbase

Coinbase obtém licença bancária federal nos EUA e setor reage

Coinbase recebe aprovação condicional do OCC para charter de trust bancário nacional. ICBA lidera oposição do setor, enquanto 11 empresas já disputam charters similares.

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· 3 min

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24K-Production / Shutterstock.com

O Office of the Comptroller of the Currency (OCC) concedeu à Coinbase aprovação condicional para um charter de trust bancário nacional, permitindo à exchange operar custódia de ativos digitais sob regulação federal. A decisão provocou reação imediata do setor bancário tradicional, liderada pela Independent Community Bankers of America (ICBA).

Corrida por trust charters no OCC

Empresa Perfil
Coinbase Aprovação condicional (abril 2026)
Circle, Paxos Emissoras de stablecoin com pedido de charter
Ripple, BitGo, Crypto.com Infraestrutura cripto com pedido de charter
Fidelity Digital Assets, Morgan Stanley Incumbentes com pedido de charter de ativos digitais
Bridge, Payoneer, Zerohash Fintechs de pagamentos e infraestrutura

Pedidos e aprovações até março de 2026. Fonte: FinTech Weekly

O que o charter permite

O trust charter autoriza a Coinbase a operar uma trust company nacional focada em custódia de ativos digitais sob supervisão federal. A estrutura não permite captar depósitos de varejo nem operar reserva fracionária. “Não vamos captar depósitos de varejo. Não vamos operar reserva fracionária. Este charter é sobre trazer uniformidade regulatória federal ao negócio de custódia e infraestrutura de mercado que construímos por anos”, disse Greg Tusar, co-CEO da Coinbase International. Na prática, o charter substitui uma colcha de retalhos de licenças estaduais por um único regulador federal, dando acesso direto aos trilhos de pagamento e liquidação do sistema financeiro americano.

A ICBA classificou a aprovação como “um erro grave que só servirá para colocar consumidores americanos em risco”. Rebeca Romero Rainey, presidente da entidade, afirmou que a aplicação da Coinbase não atende aos requisitos do National Bank Act e das próprias regulamentações do OCC. A ICBA já havia se juntado ao Bank Policy Institute (BPI), ao National Community Reinvestment Coalition (NCRC) e ao Fair Finance Watch (FFW) para se opor ao charter de trust da Bridge.

A nova regra do OCC e a corrida por charters

A aprovação da Coinbase faz parte de um movimento mais amplo. O OCC alterou a regra 12 CFR 5.20 em abril de 2026, esclarecendo que trust banks nacionais podem realizar atividades não fiduciárias, como contas de custódia. A mudança substituiu o termo “fiduciary activities” por “operations of a trust company and activities related thereto”, ampliando o escopo de atuação. Até março, 11 empresas já tinham pedidos ou aprovações condicionais, incluindo Circle, Ripple, BitGo, Paxos, Fidelity Digital Assets e Morgan Stanley.

A escala do movimento é inédita. Só em 2025, o OCC recebeu 14 pedidos de novo charter, quase igualando o total recebido nos quatro anos anteriores. Até meados de março de 2026, o regulador já havia aprovado quatro novos pedidos e recebido mais de sete. Para fintechs como a Coinbase, o charter elimina a necessidade de costurar licenças estado a estado e depender de bancos parceiros para acessar o Federal Reserve.

O que observar

O volume de pedidos sinaliza que o trust charter está se consolidando como porta de entrada para empresas de ativos digitais no sistema bancário regulado. A questão é se a estrutura regulatória do OCC, desenhada para trust companies tradicionais, é robusta o suficiente para supervisionar custódia de cripto em escala. Associações do setor bancário argumentam que não, e que a expansão do charter flexibiliza requisitos sem garantias equivalentes ao arcabouço bancário completo.

Vale acompanhar se as aprovações condicionais vão se converter em charters definitivos e se o Congresso americano intervirá para delimitar o escopo do OCC. Com mais de uma dezena de empresas na fila e gestoras de ativos e bancos de investimento tradicionais no mesmo caminho, a linha entre exchange de cripto e instituição financeira regulada está cada vez menos definida.

Fontes: PYMNTSFinTech WeeklyLet’s Money

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