O setor de crédito digital atravessou um período de intensas transformações regulatórias em 2025, com impactos diretos sobre fintechs e instituições financeiras. Segundo a diretora-executiva da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital), Claudia Amira, a entidade atuou de forma determinante em debates sobre temas cruciais para o mercado.
Entre as principais mudanças do ano passado, destacam-se as novas regras para o Saque Aniversário FGTS, a majoração das alíquotas de CSLL para fintechs e o endurecimento regulatório em segurança cibernética e prevenção à lavagem de dinheiro. Além disso, o mercado aguarda a redução da taxa básica de juros, prevista para começar em março de 2026.
Avanços regulatórios e representatividade
A atuação da ABCD foi fundamental para que o Programa Crédito do Trabalhador considerasse as especificidades dos modelos de negócios das fintechs de crédito. A iniciativa também buscou garantir isonomia competitiva no mercado de consignado privado, historicamente dominado por grandes bancos.
Outro marco importante foi a regulamentação do Banking as a Service (BaaS), anunciada pelo Banco Central e pelo CMN no fim de 2025. A norma disciplinou a prestação de serviços financeiros por empresas de outros segmentos usando infraestrutura de instituições autorizadas pelo BC. Conforme relatado pelo IT Forum, a associação também participou de consultas públicas sobre Tarifas de Interoperabilidade, Denominação de Instituições Financeiras e Bolepix.








