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CVM deve condenar 14 do BRB pelo caso Master em junho

CVM prevê penas em junho para 14 do BRB: irregularidades incluem omissões, conflitos de governança e falsificação de documentos com o Master.

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· 3 min

Atualizado em

Foto: Agência Brasília

A CVM deve aplicar em junho multas e proibições no mercado de capitais a 14 ex-diretores e funcionários do BRB, informou o regulador à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A investigação apurou omissões na divulgação de negócios com o Master, conflitos de governança e indícios de falsificação de contratos e documentos.

Caso BRB-Master: investigações em andamento

Investigação Órgão Status
Mercado de capitais CVM Penas previstas para junho de 2026
Esfera criminal Polícia Federal Em andamento (Op. Compliance Zero)
Erário público TCU Em andamento

Investigações sobre o caso BRB-Master. Fonte: CNN Brasil

O que os documentos à CAE revelam

Dos 26 processos abertos pela CVM para investigar a relação BRB-Master, um deverá levar à condenação de ao menos 14 pessoas. Em abril, os investigados foram acusados formalmente após a autarquia identificar indícios de autoria e materialidade dos envolvidos. As penas esperadas incluem multas e proibição de atuar em operações do mercado de capitais. Em fevereiro, a CVM havia criado um grupo de trabalho para a análise técnica das operações; desde então, vem consolidando as informações que sustentarão as penalidades.

Entre os acusados estão Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero e que pode fechar acordo de delação premiada; Dario Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor financeiro do banco; e Marcelo Talarico, ex-presidente do Comitê de Auditoria. O banco afirmou que “todos os profissionais citados nas investigações relacionadas à Operação Compliance Zero e apontados em investigação independente da Machado Meyer, foram prontamente afastados de suas funções”.

PF e TCU apuram em paralelo

O processo da CVM tramita na esfera administrativa, mas não exclui responsabilizações criminais. A Polícia Federal investiga o caso em paralelo pela Operação Compliance Zero, com possibilidade de penalização na esfera penal. O TCU também recebeu documentos enviados à CAE e apura o prejuízo ao erário e a omissão de fatos ao mercado. As irregularidades identificadas vão além das acusações formais: a investigação aponta ainda falhas em vendas de ativos e indícios de falsificação de contratos.

O impacto financeiro da crise já motivou decisões do Banco Central: a autarquia determinou uma provisão bilionária no BRB após as operações irregulares com o Master. Em março, a instituição propôs um aumento de capital de R$ 8,86 bilhões para recompor sua estrutura patrimonial. Em fevereiro, o próprio banco havia bloqueado R$ 376 milhões em ações de investigados no caso.

O que observar

A decisão da CVM em junho testa a capacidade da autarquia de aplicar penas proporcionais à gravidade dos indícios, que incluem acusações simultâneas de omissão, conflito de governança e falsificação de documentos. Processos sancionadores contra dirigentes de bancos públicos são incomuns no histórico da CVM, e o desfecho vai sinalizar qual o limite prático de responsabilização administrativa nesse segmento. Instituições financeiras de controle estatal com parcerias em entidades privadas de alto risco são o ator mais diretamente impactado pelo precedente.

A esfera criminal adiciona uma camada distinta: mesmo que o processo da CVM encerre com multas e inabilitações, a responsabilização penal pode alcançar os mesmos envolvidos com penalidades mais severas. Vale acompanhar se algum investigado fecha acordo de colaboração premiada antes de junho, o que pode ampliar o escopo das apurações e revelar novos atores no esquema.

Fontes: CNN BrasilAgência BrasilLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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