A DM captou R$ 380 milhões com a emissão simultânea de duas novas séries de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), a maior operação de mercado de capitais da história da companhia. São R$ 180 milhões no fundo de cartões private label e R$ 200 milhões no de consignado privado. A demanda foi equivalente a duas vezes o volume ofertado. Em junho de 2026, a operadora de 17 milhões de cartões já havia mudado o foco para crédito.
Segundo Tharik Moura, diretor estratégico da DM, a demanda combinada teria chegado a cerca de R$ 700 milhões se o roadshow não tivesse sido interrompido antes do fim. O processo levou 10 dias, e o preço combinado das duas emissões ficou abaixo do melhor que a empresa já havia obtido no mercado de capitais.
A captação em números
| Item | Valor |
|---|---|
| FIDC de cartões private label | R$ 180 milhões |
| FIDC de consignado privado | R$ 200 milhões |
| Demanda | duas vezes a oferta, em roadshow de 10 dias |
| Emissão anterior | R$ 120 milhões, em outubro de 2022 |
| Crédito adicional estimado em 12 meses | cerca de R$ 300 milhões |
Números informados pela companhia. Fonte: DM
Consignado privado é a alavanca da diversificação
Os recursos vão para a aquisição de carteiras de cartões private label, a expansão orgânica e a ampliação da atuação em financiamentos colateralizados, como o consignado privado. A companhia estima que as captações contribuam para cerca de R$ 300 milhões adicionais em crédito concedido nos próximos 12 meses. Hoje, 9% dos negócios da DM estão em produtos fora dos cartões, percentual que a empresa quer elevar a 20% até o fim de 2027.
“Mais do que o volume recorde, o que chama atenção é a combinação de escala e condições. Conseguimos captar R$ 380 milhões em duas operações simultâneas em tempo recorde. […] Isso demonstra a confiança do mercado na estratégia de diversificação da DM e na nossa capacidade de crescer de forma sustentável”, afirma Moura.








