Para tokenizar ativo brasileiro é preciso ter como liquidar em real, e hoje esse instrumento não existe no ambiente tokenizado. O argumento é de Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, em painel da Febraban Tech 2026 na quarta-feira, 26 de agosto. “Quando você fala de tokenização, precisa de uma stablecoin de reais. Não faz sentido liquidar um ativo em reais contra uma stablecoin de dólar. O Pix é incrível, mas não conversa diretamente com esse ambiente tokenizado”, apontou.
O painel se chamou “Uma nova janela se abre com stablecoins” e reuniu executivos de Mercado Bitcoin, Itaú Unibanco, BTG Pactual, Citi e do Institute of International Finance (IIF), com mediação de Claudia Mancini, fundadora e editora-chefe do Blocknews.
Quem estava na mesa
| Nome | Cargo e instituição |
|---|---|
| Fabrício Tota | VP de Negócios Cripto, Mercado Bitcoin |
| Larissa Moreira | Gerente de Produtos Digital Assets, Itaú Unibanco |
| Raphael Palacio Soares | Head IT Digital Assets, BTG Pactual |
| Driss Temsamani | Head de Digital para as Américas, Citi |
| Daniel Mendez-Delgado | Policy Advisor, Institute of International Finance |
| Mediação | Claudia Mancini, Blocknews |
Composição do painel divulgada em agosto de 2026. Programação: Febraban Tech
Do câmbio para a tesouraria
Larissa Moreira, do Itaú Unibanco, descreveu onde o mercado já está experimentando e para onde a coisa deve andar. “No curto prazo, já observamos o mercado experimentando bastante em cross border, mas em gestão de tesouraria e caixa devemos conseguir destravar ainda mais valor”, afirmou.
Ela também tirou a discussão do enquadramento de disputa. Para a executiva, stablecoins, depósitos tokenizados e outras soluções não necessariamente competem entre si: “A palavra-chave neste momento é coexistência.” É a mesma leitura que o banco já vinha apresentando, quando defendeu que stablecoin e depósito tokenizado devem coexistir. O banco também entrou em piloto de tokenização com 50 instituições.








