A liquidação do Banco Pleno nesta quarta-feira (18) reacendeu a discussão sobre o tamanho real do império financeiro construído por Daniel Vorcaro sob a marca do Banco Master. Apesar da cisão jurídica meses antes da quebra, o Pleno nasceu dentro do conglomerado que cresceu rapidamente através de aquisições agressivas e crédito consignado.
Seis instituições liquidadas em três meses
O ecossistema do Grupo Master reunia desde bancos digitais até corretoras de valores. A estratégia era clara: adquirir licenças bancárias prontas para expandir crédito de forma acelerada. O Banco Master, antigo Banco Máxima, operava como pilar central com foco em crédito corporativo e CDBs de alta remuneração. Sua liquidação ocorreu em novembro de 2025.
O Will Bank, fintech voltada ao público jovem com cartões e conta digital, foi liquidado em janeiro de 2026. No mesmo mês caíram a Master Corretora (DTVM) e o Letsbank, este último especializado em Banking as a Service. A CBSF DTVM, antiga Reag, também foi atingida após investigações da Operação Compliance Zero.
Conforme reportou o Olhar Digital, o Banco Pleno surgiu do rebatizamento do Voiter, que por sua vez era o antigo Banco Indusval, instituição com origem em 1991. Após comprar o Voiter em fevereiro de 2024, Vorcaro viu seu sócio Augusto Lima se desligar em maio do mesmo ano, levando o controle do banco que virou Pleno em julho de 2025.








